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Justiça do Rio determina prisão de Barata Filho por desrespeitar medidas cautelares

A juíza federal Caroline Vieira Figueiredo determinou, nesta quinta-feira (16), o restabelecimento da prisão preventiva do empresário Jacob Barata Filho por desrespeitar as medidas cautelares estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para que respondesse em liberdade pela acusação de pagar R$ 500 milhões em propina a políticos do Rio de Janeiro. Barata Filho e seu pai, Jacob Barata, são donos de um imenso conglomerados de empresas de transporte, com atuação em todo o Brasil, incluindo no Ceará, com a empresa Guanabara, entre outras
A decisão da juíza atende a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) que encontrou, durante cumprimento de mandado o empresário,  relatórios gerenciais, balancetes financeiros, relações de pessoal e situação da frota relativos aos meses de setembro e outubro de 2017, além de anotações manuscritas atribuídas a Barata Filho, provando o descumprimento das medidas cautelares.
“Toda a documentação mencionada aponta para o fato notório de que o investigado vinha realizando, de forma plena, a administração de suas empresas de transportes de passageiros, contrariando, pois, a determinação judicial e comprovando que não possui qualquer responsabilidade com a Justiça”.
Barata Filho foi preso em maio de 2017, e liberado, em agosto, após concessão de habeas corpus pelo ministro do STF Gilmar Mendes, seu padrinho de casamento. Na ocasião, por sugestão do próprio ministro, o empresário deveria ter se afastado da administração de suas empresas. O empresário foi preso novamente na última terça-feira (14), mas o MPF temia sua soltura sob a argumentação da defesa de que não há fatos novos.

Ceará News 7
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