Tasso afirma que há "diferenças muito profundas" entre ele e Aécio

O senador Tasso Jereissati, que até esta quinta-feira (9) ocupava interinamente a presidência do PSDB, comentou a conversa que teve com Aécio Neves antes de ser destituído do cargo. Para jornalistas, o cearense afirmou que há “diferenças muito profundas” entre ele e o mineiro.
Jereissati, que lançou candidatura à presidência do partido na última quarta-feira (8), disse que Aécio o procurou para sugerir que ele entregasse o cargo interino, pois isto ajudaria a tornar as eleições mais justas. 
“Ele pediu que eu entregasse a presidência do partido já que precisava haver uma certa equidade entre os candidatos e, na presidência do partido, ele achava que a eleição não seria justa, que não teria as mesmas condições para os dois”, revelou Tasso.
Em resposta ao senador mineiro, Jereissati afirmou que pediu que Aécio fosse sincero, já que eles eram amigos há 30 anos.
“Eu pedi a dele uma certa sinceridade quando viesse argumentar as razões porque afinal éramos amigos, e somos, e sabia perfeitamente que ele não queria isso em nome da equidade, não era bem o pensamento dele porque foi ele quem prorrogou o próprio mandato, não era bem assim que ele via a questão partidária. Eu pedi apenas que ele falasse comigo com toda a franqueza, que ele na verdade não queria que eu fosse candidato, nem presidente do partido, porque nós temos hoje diferenças muito profundas”, afirmou.
Ao explicar as “diferenças profundas”, Tasso usou a expressão  “as palavras mentem, mas as atitudes não”. Segundo ele o comportamento político e ético de Aécio Neves, além da visão de governo e o fisiologismo em relação ao Governo Federal não condizem com os pensamentos dele. Sobre a atitude de destituí-lo do cargo, Tasso afirmou ainda que Aécio estava ‘sofrendo pressão”, sem explicar de quem.



Decisão
Diante do pedido de Aécio, Tasso afirmou que preferia que o partidário o destituísse do que ele mesmo entregasse o cargo. “Feito isto ele levantou-se, foi ao seu gabinete e mandou um ofício comunicando que tinha assumido o partido novamente e, em seguida, tinha nomeado Alberto Goldman como novo presidente”, revelou Jereissati.
Até a eleição, que ocorre no dia 9 de dezembro, o partido será presidido de forma interina pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que é o mais velho entre os vice-presidentes da sigla.
Com a decisão do correligionário, o ex-governador do Ceará disse que sua campanha ganha força e repetiu a frase “o PSDB desses caras não é o meu PSDB".

Redação Web
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