Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações afirma que extinção da faixa AM de rádio será um processo natural

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, disse hoje, 11, que o fim da faixa AM de rádio será um processo natural. “A extinção da faixa AM vai ser um processo natural. Com o tempo, as rádios AM que ficarem, não são poucas, são algumas centenas ainda, elas não vão ter equipamento para manutenção e troca e vão morrendo aos poucos”.

Para o ministro, o importante é dar a oportunidade para quem queira fazer a migração. “O nosso papel é fortalecer a qualidade dos serviços para que os brasileiros cada vez mais contem com uma radiodifusão eficiente. Nós procuramos, consensualmente, antecipar e dar agilidade a essas migrações. Na segunda etapa queremos trazer mais rádios para a migração, tivemos quase 700 rádios que já fizeram a migração e a ideia agora é fazermos mais um lote grande”, espera o ministro.

Segundo informações do site do MCTIC, até o fim de 2017 a pasta pretende completar o processo de migração para cerca de mil emissoras AM. Das 1.781 rádios AM do Brasil, 1,5 mil solicitaram a mudança. Nesta primeira etapa, os veículos poderão operar na faixa atual de FM, de 88 megahertz (MHz) a 108 MHz. As demais candidatas terão que esperar a conclusão do processo de digitalização da televisão, que vai liberar espaço para a modificação.

Kassab participou nesta segunda-feira da abertura do seminário As opções de preservação do conteúdo do rádio na atualidade, promovido pela Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP). O evento reúne especialistas para discutir migração das emissoras AM para FM, novas tecnologias e smartphones com chip FM ativado; e a ocupação da faixa estendida eFM (76 a 88 MHz).

Segundo o presidente da AESP, Paulo Machado de Carvalho Neto, o setor tem recebido a migração de forma tranquila. “Estamos esperançosos de que essa mudança seja efetivamente algo importante para o setor, porque vai oferecer ao público uma qualidade de áudio muito melhor do que aquela que ele tem hoje. Mas também é necessária uma reciclagem por parte do radiodifusor, não é simplesmente mudar do AM para o FM, é mudar com conteúdo, programação, com perspectivas de estar no mercado bem representado”.

Agência Brasil
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