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Pirâmide financeira que atuava em Iguatu e região é desarticulada

A Polícia Civil do Ceará, por intermédio da Delegacia Regional de Iguatu, desencadeou, nesta quinta-feira (07), a operação Pirâmide. A ação desarticulou uma pirâmide financeira denominada “D9 Clube de Empreendedores”, que atuava em Iguatu e em outras cidades da região Centro-Sul. 
No final do mês de agosto deste ano, a Polícia Civil recebeu várias denúncias de pessoas que foram atraídas a investir em uma empresa chamada D9 Clube. Os responsáveis pela suposta empresa em Iguatu ludibriavam as vítimas, alegando que elas teriam que investir a quantia mínima de R$ 6.750,00 e com isso teriam lucros acima de 30% ao mês e mais de 300% ao ano.
Estima-se que mais de 500 pessoas tenham participado desse negócio e que mais de R$ 5 milhões tenham sido movimentados pelos líderes do esquema.
Várias pessoas investiram e criaram contas virtuais no site da empresa. As pessoas relataram que o pagamento do valor e o recebimento dos lucros eram feitos por meio de dinheiro em espécie, diretamente com os responsáveis pelo negócio. 
Em determinado momento, os repasses cessaram e muitas pessoas ficaram no prejuízo, procurando a Delegacia de Polícia para relatar os fatos.

Golpe financeiro
A investigação durou cerca de três meses e ouviu 57 vítimas, contando com mais de 400 páginas entre fotos, documentos e depoimentos. A Polícia Civil constatou que tudo não passava de um golpe financeiro que prejudicou centenas de pessoas.
Diante de todas as provas colhidas e por se tratar de um crime financeiro que envolveu altas somas em dinheiro, as autoridades solicitaram junto ao Poder Judiciário as medidas cautelares cabíveis, a fim de que as vítimas pudessem ser ressarcidas e que os infratores pudessem ser responsabilizados criminalmente.

Bens apreendidos
Na manhã dessa quinta-feira (07), a Polícia Civil concluiu a apreensão de sete veículos, quatro carros, duas motos e um reboque. 
A Justiça decretou o bloqueio dos bens móveis e imóveis e a hipoteca legal de duas casas, além de outras medidas cautelares, com a finalidade de assegurar que os investigados possam ressarcir todo o prejuízo causado às vítimas. 
Os veículos apreendidos serão encaminhados para um depósito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e ficarão à disposição da Justiça para serem avaliados e leiloados no momento oportuno. 
Os imóveis hipotecados também servirão para garantir o ressarcimento das vítimas. 
Os nomes dos seis indivíduos considerados responsáveis pelo do negócio não foram divulgados por motivos de sigilo e por estarem auxiliando nas apurações.
Eles serão investigados pelos crimes de pirâmide financeira, associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, cujas penas somadas chegam aos 20 anos de prisão.

Diário do Nordeste
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