Publicidade

"Se não tiver votos, não tem sentido colocar Previdência em votação", diz Temer

O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira (5) que só pedirá para a Reforma da Previdência ser votada quando houver garantia de votos suficientes para aprová-la.
Ele disse acreditar que o clima pessimista sobre a aprovação da proposta neste ano mudou e que é possível conseguir apoio para votá-la neste mês na Câmara.
O último cálculo feito pelo Palácio do Planalto, no entanto, aponta um placar de 280 votos, número inferior aos 308 necessários para aprovar a iniciativa.
"Nós estamos conversando muito. Eu falei há pouco com o presidente Eunício Oliveira [Senado] e ele está entusiasmado em votar em fevereiro se aprovar agora [na Câmara]. Evidentemente, temos de ver se tem votos. Se não tem votos, não faz sentido [votar]", disse.
O presidente falou com jornalistas durante almoço em homenagem ao presidente da Bolívia, Evo Morales, promovido no Palácio do Itamaraty.
O peemedebista disse que houve uma mudança no cenário porque a população percebeu a necessidade de realizar mudanças nas regras das aposentadorias.
"Houve um bom esclarecimento, porque, em um primeiro momento, ocorreu uma campanha equivocada, mas hoje conseguimos transmitir o que vai acontecer. Eu sinto que o povo já está compreendendo a indispensabilidade da Previdência", afirmou.
Em discurso, durante o brinde ao boliviano, o presidente também aproveitou para defender a proposta. Segundo ele, "às vezes se faz um terrorismo inadequado" em relação à iniciativa.
Em reunião na manhã desta terça-feira (5), o presidente pediu empenho da equipe de governo para que os partidos da base aliada fechem questão sobre a reforma até a semana que vem.
No encontro, concluiu-se que o tema está mais adiantado no PMDB e no PTB, mas que há ainda dificuldades e resistências por parte de líderes e dirigentes dos demais partidos governistas, como PP e PR.
No Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que cresceu a probabilidade de aprovar a reforma previdenciária, mas reconheceu que "não se tem facilidade."
"Na medida em que os sete partidos conseguirem fechar questão, seguramente teremos do PSDB uma posição também favorável", disse.

Folhapress
    Comente pelo Disqus
    Comente pelo Facebook
#Compartilhe