A uma semana de julgamento, fala de presidente do PT agrava tensão

A exatos sete dias do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do triplex do Guarujá, declaração da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann agravou ainda mais a tensão sobre o caso. “Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar”, afirmou a parlamentar. A declaração foi dada em entrevista ao site Poder 360. Após a repercussão, Gleisi tentou minimizar a fala, afirmando que usou uma “força de expressão, para dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro”.
Grupos a favor e contra Lula já organizam mobilizações para o próximo dia 24, quando será analisado o recurso. A situação enseja preocupação dos próprios magistrados. O esquema de segurança no entorno da sede do TRF-4, em Porto Alegre, já foi reforçado e a Brigada Militar já está de prontidão no local. A Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul pediu o fechamento de todos os prédios de órgãos federais nas proximidades do tribunal. Incra, Receita Federal, IBGE e Serpro — empresa federal de processamento de dados — deverão fechar na véspera e no dia do julgamento. Segundo a secretaria, os órgãos já sinalizaram que vão acatar o pedido.
Amanhã, órgãos de segurança se reúnem para definir atuação no dia do julgamento. 150 homens da Força Nacional, que já atuam em Porto Alegre desde 2017, devem fazer parte do esquema, além das Polícias Civil, Militar, Rodoviária (Estadual e Federal), Exército, Brigada Militar e Bombeiros.
Associações de juízes e o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, se mobilizaram na última segunda-feira, em Brasília, por mais segurança durante o julgamento. Os desembargadores federais responsáveis pelo caso relataram ameaças.
Thompson Flores e o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, estiveram separadamente, com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O desembargador federal também se encontrou com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e com o general Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Em São Paulo, o Movimento Brasil Livre (MBL) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) disputam a ocupação da avenida Paulista no dia 24. Lula deve participar do ato da CUT. O MBL foi o primeiro a comunicar ao comando da PM sobre a manifestação, mas a CUT já havia divulgado que faria ato na avenida. O impasse será resolvido em reunião hoje.

com agências
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