Agropecuária mostra força no PIB do Estado, mesmo diante da seca

Os dados são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do terceiro trimestre de 2017. Embora avalie que a agropecuária cearense ainda se encontra em uma situação bem difícil, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Flávio Saboya, considera que em 2017 as chuvas foram melhores que as registradas nos anos anteriores, mas ainda estão muito abaixo da média histórica. No ano passado, o Estado praticamente não produziu frutas para exportação, mas há segmentos, como o leiteiro e o de rosas e plantas ornamentais, por exemplo, que conseguiram melhor resultado. Saboya fala sobre o desempenho do setor em 2017 e comenta as expectativas para 2018.
Como o Sr. Avalia o ano de 2017 para a agropecuária no Estado?
No ano de 2017, comparado com 2016, nós tivemos uma melhora com relação às chuvas. Contudo, as precipitações ocorreram mais durante o primeiro trimestre e no litoral. Mas a nossa atividade pecuária está no semiárido, onde as barragens estão secando e há uma grande dificuldade para produção irrigada, prejudicando a produção de alimentação animal. De todo modo, 2017 foi um ano que em algumas regiões, como no Norte do Estado e na divisa com o Piauí, a situação já foi bem melhor do que no restante do Ceará.
Que segmentos se destacaram em 2017 no Ceará?
Apesar da escassez hídrica, a pecuária teve uma oferta maior em 2017, em comparação com os anos anteriores, com ênfase para os produtores de leite e de ovos. Já o segmento da floricultura, localizado na região da Serra da Ibiapaba, também se destacou, por causa da distribuição melhor das chuvas, que foram mais presentes naquela região. Embora com o impacto da seca, a produção de grãos em 2017 ainda foi melhor que a do ano anterior.
Quais segmentos foram mais impactados pela seca ao longo do ano passado?
Havia uma grande perspectiva para a fruticultura irrigada que não se concretizou por conta do contingenciamento de água. O corte da água para irrigação prejudicou muito o setor, levando empresas a suspenderem totalmente suas atividades no Ceará para produzir em outros Estados. Então, isso foi muito prejudicial para nós. Sem água nós não conseguimos atrair essas empresas para cá. Isso se refletiu nas exportações de frutas em 2017. O Porto do Pecém continua exportando muitas frutas, mas a maioria delas é produzida em Petrolina (PE) e no Rio Grande do Norte. Mas para 2018 a perspectiva é muito boa.
O que o Sr. Projeta para este ano?
Tenho muita esperança em 2018 e a minha expectativa é que teremos chuvas no nível normal. Em Cascavel, por exemplo, as chuvas já estão parecidas com as de 2011. No Piauí, choveu bem. Então, tenho muita esperança de que retornaremos ao período de chuvas dentro da média histórica, para que nós tenhamos uma atividade normal.
Em 2018, a expectativa é que o crescimento da agropecuária supere a marca do ano passado?
Nós ainda estamos em uma situação das mais críticas e não sei o que puxou os dados do Ipece. Mas o mais importante é a gente comparar qualquer crescimento com o ano de 2011, que foi o último ano com chuvas normais. O que eu espero que é que em 2018 tenhamos chuvas dentro da média histórica.
O que esperar das contratações no setor?
Com esses seis anos de seca, desde 2012 que o setor como um todo vem reduzindo o número de empregos para se ajustar com a produção. Nesse período, todos os negócios foram arrefecendo e é natural que isso tenha como reflexo a redução de emprego. E com a retomada da produção, o número de contratações irá aumentar.
Diário do Nordeste
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