"Cenário de guerra é culpa da Lava Jato e o desenvolvimento do Ceará", afirma André Costa

O secretário da Segurança, André Costa, culpou, nesta segunda-feira (29), durante uma entrevista desastrosa à rádio Verdinha, o desenvolvimento do Ceará e a Operação Lava Jato pela cenário de guerra na segurança pública do Estado. No jogo de passa a batata quente do secretário, sobrou até para o acordo acertado pelo governador Camilo Santana (PT) e o Porto de Roterdã, que visa à ampliação do Porto do Pecém, equipamento usado para o tráfico de drogas pelas facções, segundo André Costa, devido à localização geográfica do Ceará, estado brasileiro mais perto da Europa.
Sem conseguir emplacar nenhuma ação de combate à violência ou sequer apresentar um Plano de Segurança para o Ceará, André Costa já havia responsabilizado o governo federal pelo avanço da criminalidade, mas agora o secretário inovou e afirmou que a culpa é da Operação Lava Jato, que estaria sendo o foco da Polícia Federal, deixando o combate ao tráfico para o “quinto plano”. “Há um grande foco na Polícia Federal, eu vim de lá, eu posso dizer isso, um grande foco no combate à corrupção. E essa questão do tráfico de drogas foi deixado para terceiro, quarto, quinto planto”.

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André Costa ainda culpou o desenvolvimento do Ceará, principalmente no Porto do Pecém e no Aeroporto Pinto Martins – Centro de Conexões da AirFrance, KLM e Gol -, pela instalação e perpetuação das facções criminosas no Estado. “É o [estado] mais próximo que nós temos da Europa, que é um grande mercado consumidor. Por isso a importância, para essas facções, de chegarem no Ceará. É um estado que se desenvolve, é um estado que tem um porto, que hoje, inclusive, o Governo do Estado está em negociação com o porto Roterdã para incrementar um hub, tecnologias na parte portuária. Temos aí uma crescente nos voos internacionais. Então tudo isso traz um olhar desses criminosos para o estado do Ceará”.

Jogando na esquiva
Questionado sobre a reação dos órgãos de Segurança Pública do Ceará contra os constantes ataques da facções contra oficiais e sedes de órgãos de segurança, o secretário voltou a se esquivar, dizendo que esse problema “não é só no Ceará, não. É um problema que enfrentamos no País”. O único momento em que o secretário afirmou algo em relação ao enfrentamento da violência foi para liberar policiais para atirar pelas costas.

Ceará News 7
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