Ganhadores de loterias deixaram de buscar em 2017 R$ 326 milhões

Os ganhadores de prêmios da loteria deixaram de pegar uma bolada em 2017: R$ 326 milhões não foram pras contas dos apostadores. E podem mudar de dono - se os apostadores não respeitarem o prazo pra resgatar o dinheiro.
Na lotérica de São Paulo chegam a entrar mais de mil pessoas entrando e saindo por dia. Centenas e centenas de jogos de gente concorrendo para ganhar, só dessa vez, coisa de R$ 30 milhões. Agora multiplica essa concorrência pelas mais de 13 mil lotéricas do Brasil inteiro. É difícil demais ganhar esse trem sozinho, não é não?!
Bom, isso para quem quiser o prêmio porque, acredite ou não, mas só em 2017 um monte de gente misteriosamente não apareceu para resgatar o que tinha ganhado nas loterias. No total, a Caixa Econômica Federal deixou de pagar para essas pessoas mais do que todos os valores somados em um mural: um incrível montante de R$ 326 milhões que não encontraram seus donos.
Mas, acredite, às vezes a galera perde uma baita grana só por desleixo mesmo.
“Em novembro agora veio um rapaz com bilhete de julho, já tinha expirado o prazo e ele falou que tinha ganho R$ 20 mil. E ele estava desesperado: ‘não tem um jeito que você pode fazer, como eu fiz o jogo aqui, você não pode telefonar na Caixa, vê se dá um jeito de fazer alguma coisa’. Mas infelizmente não tem o que fazer”, disse Vinícius Carlos Freitas, o dono de loteria.
Não mesmo, o prazo limite para resgatar um prêmio que saiu é de 90 dias corridos sem chororô. Se passar disso, já era. E de todos os prêmios das loterias da Caixa em 2017, 8% não foram resgatados, acredita? O que, na lotérica que a gente foi em Sampa, motiva o surgimento de trocador profissional de jogo dos outros.
“Tem um senhor que mora na rua, na verdade, e ele passa acho que em todas as lotéricas da região, mas pelo menos aqui ele vem de quatro a cinco vezes. Ele fuça os lixos pegando papéis que o pessoal jogou fora e vira e mexe ele vai lá ganhar uma coisa. Sempre ganha alguns prêmios menores, mas já chegou um caso dele ganhar R$ 400”, conta Vinícius.
O tal caçador de jogos bem que podia dar umas dicas para alguns colegas de aposta.
A boa notícia é que a grana órfã, que o dono não busca na lotérica, é adotada por um estudante. É usada integralmente para custear o Fies, aquele programa que financia curso superior para quem precisa. Causa nobre. Mas tomara que se, pelo menos, o seu Moisés Coelho ganhar, ele, especificamente, não se esqueça de buscar a bolada.

G1
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