Crise financeira motiva pelo menos 130 cidades a não realizarem festas tradicionais de carnaval

O carnaval em 2018 deve injetar R$ 11,4 bilhões na economia, segundo o Ministério do Turismo. Apesar disso, pelo menos 103 cidades pelo Brasil, que costumam investir na folia, optaram por não destinar recurso público na festa, segundo levantamento feito até o dia 2 de fevereiro. 
A maioria delas alega falta de verba. Outras dizem que enfrentam problemas de segurança, saúde, clima e, em uma delas, os moradores optaram, em consulta popular, por usar o dinheiro em outras áreas.
Entre as 103 cidades sem carnaval, 69 delas preferiram não ter celebrações pelo segundo ano consecutivo, a maioria por não ter dinheiro em caixa para realizar a folia. Mas há outras razões: em Chapadão do Sul (MS), uma consulta feita no site da prefeitura indicou que 75% da população preferia que o dinheiro do carnaval fosse investido em outras áreas. Em São Miguel do Tocantins (TO), a prefeitura preferiu guardar o recurso para usar na celebração do aniversário da cidade, em 20 de fevereiro.
Em crise financeira e com salários de servidores atrasados, o governo do Rio Grande do Norte afirma que não vai custear nenhuma festa, como aconteceu em 2017. A capital Natal continua os festejos, porém Mossoró não terá carnaval em 2018, e Macau terá festa sem recurso público.
Ainda há 34 cidades que cancelaram a folia somente neste ano. 27 delas são por realocação de verba ou falta de recursos. Capixaba (AC), Santa Rosa do Purus (AC) e Batalha (AL) cancelaram as festividades por falta de segurança. E Mairiporã, na Região Metropolitana de São Paulo, só terá festas promovidas pela iniciativa privada, já que a prefeitura concentra seus esforços para combater o surto de febre amarela no município.

G1
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