Santa Quitéria continua consumindo carne de procedência duvidosa

Nos últimos anos, vem pairando sob a mente dos quiterienses, mais e mais questionamentos sobre a procedência das carnes que são consumidas em nossas casas, que a cada dia, são mais duvidosas.
Na correria do dia-a-dia, o quiteriense não acompanha e não tem a informação se ela é fiscalizada no trajeto entre o seu abate e a comercialização.
Há aproximadamente dois anos, órgãos sanitários autuaram o Município de Santa Quitéria, culminando no fechamento do matadouro público municipal, que já não atendia as diversas normas sanitárias, estruturais e dentre outros aspectos técnicos, conforme avaliado pelo MPCE.


Logo no início da atual administração, medidas chegaram a ser cogitadas para reabrir o equipamento, quando em maio, fora firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre Ministério Público, SEMACE, ADAGRI e Município, este que atenderia as condições necessárias para reabrir. No entanto, o próprio Município alega não ter recursos suficientes para tal, avaliado em cerca de R$ 500 mil, fora a participação do Estado, que não tem previsão para os recursos.
Desde o fechamento, então, alguns comerciantes tem levado os animais para serem abatidos em municípios vizinhos e em outros casos - os mais preocupantes - acabam sendo abatidos de forma irregular no próprio município. Em entrevistas anteriores, o escritório local da ADAGRI já admitiu que 90% da carne consumida pela população de Santa Quitéria é carne de moita.


Os questionamentos se reforçaram nos últimos dias, quando imagens circularam nas redes sociais, de que abates estariam ocorrendo às margens do açude Zé Lobo, no seio da cidade, em meio ao matagal. Agravando ainda mais a denúncia, a informação publicada de que os restos estariam sendo jogados nas águas do açude, que já agoniza com tamanha poluição. Denúncia, como qualquer outra, que merece ser devidamente apurada e solucionada.


O AVSQ procurou ouvir órgãos responsáveis pela área, no caso, o escritório local da ADAGRI e a Vigilância Sanitária do Município.
Na ADAGRI, a reportagem foi informada de que o órgão está sem fiscal no município, estando sendo atendido pelo escritório regional de Sobral, por uma fiscal que vem à Santa Quitéria uma ou duas vezes na semana.
Pela Vigilância Sanitária, conseguimos contato com o veterinário responsável, Augusto Júnior, que nos relatou ter visitado o local onde os abates ocorreram e conversado com o proprietário, porém, não deu mais detalhes sobre o assunto. Outras perguntas foram feitas ao veterinário, que ficou de retornar posteriormente para responder, mas até o fechamento desta matéria, não havia nos procurado.


O porte do município de Santa Quitéria exige que hoje tenha um matadouro público. Uma demanda que deve estar presente na pauta dos nossos representantes políticos, para buscarem junto aos seus aliados superiores, a construção de um novo equipamento, pautado, principalmente, pela questão da saúde pública, além de dar autonomia e poder aos órgãos fiscalizadores, de forma a assegurar que o produto foi devidamente inspecionado e está apto para o nosso consumo.

Josivânia Brito / Thiago Rodrigues
Reportagem

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