Após chacina no Benfica, Ministério Público cobra extinção das torcidas organizadas

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) cobrou, por meio de uma nota, a "imediata extinção das atividades da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), da Torcida Organizada Jovem Garra Tricolor (JGT), e da Associação Torcida Organizada Cearamor". O órgão ainda se posicionou lamentando as sete mortes que aconteceram no Benfica, em Fortaleza. 
Conforme o Ministério Público, os membros das torcidas organizadas, frequentemente, estão associados a ações criminosas que envolvem atos de vandalismo, violência física e assassinatos, gerando grande temor à sociedade. "As ações do Ministério Público do Estado no sentido de coibir as práticas criminosas de torcedores ligados a essas organizações não são de hoje", informou.
Ainda conforme a nota, o Ministério Público ressaltou que, supostamente, a maioria das vítimas eram ligadas à torcidas organizadas. Em 23 de abril de 2013, o MPCE, por intermédio do Núcleo do Desporto e da Defesa do Torcedor (NUDTOR), peticionou, em ação civil pública (ACP), a imediata extinção das atividades das torcidas organizadas bem como o ingresso de seus integrantes nos estádios com objetos identificadores das torcidas. No dia 1º de junho de 2016, a ACP (Proc. nº 0157143-56.2013.8.06.0001) foi acolhida pela juíza da 36ª Vara Cível, Antônia Dilce Rodrigues Feijão, que dissolveu compulsoriamente as atividades da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), da Torcida Organizada Jovem Garra Tricolor (JGT), e da Associação Torcida Organizada Cearamor. 
Foi proibido o ingresso nos estádios de futebol dos integrantes, associados e simpatizantes das organizadas com objetos indicadores das associações, como camisas, camisetas, faixas, bandeiras e mastros, sob pena de multa no valor de R$ 1.000,00 para cada descumprimento. Instrumentos musicais de percussão nos estádios também foram proibidos.
O processo está em grau de recurso na segunda instância aguardando julgamento do Tribunal de Justiça do Ceará, cujo recurso de apelo está sob a responsabilidade da Desembargadora Relatora Drª Lira Ramos de Oliveira, integrante da 3ª Câmara de Direito Privado. "Embora não se tenha ainda prova de qualquer relação das torcidas organizadas com os últimos assassinatos registrados em nossa capital, o Ministério Público do Ceará cobra agilidade na tramitação desse caso e a extinção em definitivo das atividades das torcidas organizadas que só estimulam a desavença, retaliações e práticas de crimes entre seus associados, configurando uma grave ameaça ao bem-estar social", divulgou.

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