Marielle e o sangue derramado que atormenta as famílias brasileiras

Nos últimos quatro dias, o Brasil e o mundo voltaram as suas atenções para a belíssima cidade do Rio de Janeiro. Cidade importante da nossa nação, que não está nos seus melhores dias, respirando clima de intervenção federal nas ruas e vielas, há pouco mais de 1 mês e que tem o seu significado bastante questionado.
Era noite de quarta, quando a vereadora do PSOL, Marielle Franco, 38, foi executada, juntamente com o motorista Anderson Pedro Gomes, 39, com vários disparos efetuados contra o carro em que estavam.
A morte da vereadora, militante, defensora dos direitos humanos, estampou as capas dos principais meios de comunicação. O grito "Marielle, Presente!" ganhou as ruas, no seu velório e no seu sepultamento, por dezenas de milhares de pessoas que prometem continuar com a sua luta política.
E neste momento, diversas palavras surgem em nossa mente, para definir tudo isto que vem acontecendo.
Nas redes sociais, perfis discorrem o ódio em cima da imagem de Marielle, com apologia a envolvimento com facções criminosas, defesa de pautas contrárias, mostrando uma sociedade que hoje não considera de maneira alguma, a valorização da vida humana, que mesmo após a sua morte, sofre muitos apedrejamentos.
Verdade seja dita, está esquecido o princípio ativo fundamentado no artigo 5º da Constituição Federal Brasileira, infelizmente desrespeitada: o direito a vida.
Há quem comente que Marielle morreu como um símbolo político. Marielle morreu, na verdade, vítima dos Governos, da falta de planejamento de um problema que se tornou uma verdadeira bola de neve em todo o país: a segurança pública.
O sangue derramado da vereadora carioca é a sombra de um tormento que abala o psicológico das famílias do 5.570 municípios brasileiros.
E trazendo tal realidade para nosso estado, nossa região, a preocupação é ainda maior. 1.131 mortos em 76 dias do ano de 2018. Três chacinas em 69 dias.
O mais doloroso: o choro de muitas famílias, inocentes, que perderam nesta batalha para a segurança pública. Nenhuma palavra é capaz de confortar as perdas, nenhuma atitude é capaz de reparar a falta que aquele ente querido fará no seu seio familiar.
Promessas. De promessas, a sociedade está cheio. Atitudes, precisamos em sua totalidade. Enquanto essas faltam, nos restam a fé e a esperança de que nossas ruas voltem a ser dominadas, pela paz e pela harmonia, das calçadas que esbanjam sorrisos de um povo sofrido.

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