Intervenção federal no Rio completa 1 mês sob impacto da morte de Marielle

A intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro completou 1 mês nesta 6ª feira (16.mar.2018). Ao longo desse período, realizou trocas nas polícias do Estado e ações em algumas regiões. Com o assassinato da vereadora Marielle Franco, nesta 4ª (14.mar), a eficiência da intervenção foi posta em xeque.
A intervenção foi anunciada pelo governo no dia 16 de fevereiro. O presidente Michel Temer considerou a medida uma “jogada de mestre”. Ele disse que a ação não tinha cunho “eleitoral”. Porém, ao decretar a intervenção, mudou a pauta do cenário político, transferindo as discussões sobre o projeto da reforma da Previdência para a segurança pública.
O interventor escolhido pelo governo foi o general Walter Braga Netto. Ele passou a comandar a Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e a administração do sistema carcerário do Rio. No dia 27 de fevereiro, Braga Netto anunciou o plano de ação no Estado com o objeto de “recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública” e “baixar os índices de criminalidade no Estado”. Eis a íntegra do plano de segurança.
Braga Netto afirmou que pretende, com a intervenção, “fortalecer as corregedorias e tomar as medidas necessárias”, prestigiando os bons e penalizando os maus policiais. No entanto, com o aniversário de 1 mês do anúncio, as únicas medidas anunciadas foram:
  • mudanças nas chefias das polícias Civil e Militar do Estado;
  • operações na favela Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio;
  • apreensões de armas e munições pela Desarme e PRF em rodovias de acesso ao Estado.
Assassinato de Marielle
Na última 4ª feira (14.mar), a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados no centro do Rio. Marielle levou 3 tiros e Anderson, outros 4.
Mulher, negra e defensora dos direitos humanos, Marielle foi a 5ª mais votada nas eleições de 2016 para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro–com 46 mil votos. Ele era símbolo de uma juventude que tentava fazer mudanças através política. Seu assassinato causou comoção e manifestação em diversos Estados.
O nome de Marielle Franco chegou a ser destaque mundial no Twitter. Às 16h10 desta 5ª (15.mar), já tinham sido postados 422 mil tweets com menções ao seu nome.
O assassinato da vereadora e de seu motorista muda a percepção pública sobre a intervenção federal e terá efeitos no cenário eleitoral de 2018.

Reação do Governo
O presidente Michel Temer afirmou que o crime reforça a necessidade de uma intervenção federal no Rio. “Essas quadrilhas organizadas, essas organizações criminosas não matarão nosso futuro”, disse. “Nós destruiremos o banditismo antes”, afirmou o presidente.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse à imprensa na 5ª (15.mar) que 1 dos objetivos da intervenção é o fortalecimento e reestruturação das polícias. “A intervenção nunca se propôs a fazer mágica, se propôs a trabalho, trabalho e trabalho”, disse Jungmann.
Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o governo não se assustará com o episódio nem desviará o rumo da intervenção. “Imbecil é quem imaginou que teríamos solucionado em 30 dias a violência no Rio de Janeiro. Temos 1 trabalho de longo curso”.

Poder360
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