'Marcola' considerou traição as mortes no Ceará, diz MPSP

O duplo homicídio que vitimou os maiores líderes do Primeiro Comando da Capital, em liberdade, Rogério Jeremias de Simone, ‘Gegê do Mangue’; e Fabiano Alves de Sousa, o ‘Paca’, está longe de ser totalmente esclarecido. Se entre os investigadores, algumas perguntas continuam se resposta, porque nenhum dos executores foi preso; no mundo do crime, as coisas parecem ainda mais confusas. 
A cúpula do PCC é estável e definida deste 2006. Durante todo este tempo, os membros se entenderam e conseguiram fazer da facção um ‘negócio’ promissor. É unanimidade entre as autoridades que investigam a organização que nenhuma grande ação acontece sem a ordem máxima de Marcos Willians Hebras Camacho, o ‘Marcola’. Porém, declarações dadas pelo detento, na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2, de Presidente Venceslau, onde está toda a cúpula do PCC, dão a entender que ele não autorizou a morte de ‘Gegê’ e de ‘Paca’ e estaria se sentindo “traído”. 
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) confirmou que os homicídios podem não terem sido ordenados pelo líder da organização. Em entrevista exclusiva ao Diário do Nordeste, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPSP, contou que em um bilhete interceptado, ‘Marcola’ afirmou que ‘Fuminho’ o traiu e foi responsável pelas mortes.
‘Fuminho’ é Gilberto Aparecido dos Santos, uma espécie de gerente das finanças do PCC e do próprio ‘Marcola’. O criminoso paulista é tido pela Polícia Civil do Ceará como um dos responsáveis pela morte cinematográfica, acontecida no dia 15 de fevereiro, em Aquiraz
“O ‘Fuminho’ é uma pessoa ligada ao ‘Marcola’. Por isso associaram logo as mortes como um mando do chefe do PCC. Dentro do presídio, o ‘Marcola’ disse que foi traído e que a decisão das mortes foi do ‘Fuminho’, por conta própria. Ele espalhou um ‘salve’ à respeito e falou que não autorizou as mortes dos dois”, revelou Gakiya. O promotor afirmou que Marcos Camacho não chegou a ser interrogado sobre as mortes de ‘Gegê’ e ‘Paca’. 

Desentendimento 
Lincoln Gakiya acredita que o desentendimento interno não significa o fim do PCC, mas mostra um racha dentro da cúpula, que pode gerar uma possível renovação dos líderes. “Acredito que essas mortes podem implicar em uma nova geração de comando, porque desde 2006 essa cúpula permanece com formação inalterada. A situação do duplo homicídio ainda está muito obscura. Sabemos que todos os participantes da execução tiveram suas mortes decretadas pela própria facção”, declarou o promotor de Justiça.
Além de Gilberto Aparecido, a Polícia Civil identificou outros suspeitos d a execução de ‘Gegê’ e ‘Paca’. São eles, Wagner Ferreira da Silva, o ‘Cabelo Duro’, morto em São Paulo na semana seguinte ao duplo homicídio; Erick Machado Santos, o ‘Neguinho Rick da Baixada’; Ronaldo Pereira Costa; André Luiz da Costa Lopes, o ‘Andrezinho da Baixada’; Thiago Lourenço de Sá de Lima; e o piloto Felipe Ramos Morais. Nenhum deles foi preso.

Diário do Nordeste
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