Médicos pedem para não terem salários aumentados

Mais de 700 médicos e estudantes de medicina no Québec, no Canadá, assinaram uma petição online para que não sejam aumentados os seus salários.
Os principais motivos levantados neste protesto são a falta de condições de trabalho e salariais dos outros funcionários, tais como os enfermeiros e empregados administrativos, bem como "a falta de acesso aos serviços básicos [dos pacientes] devido aos cortes drásticos dos últimos anos".
Os representantes médicos do regime público do Québec ainda afirmam: "nós acreditamos num forte sistema público e opomo-nos ao recente aumento salarial negociado pelas federações médicas". Para estes, não é consciente que recebam mais, enquanto os seus colegas tenham renumerações mais baixas.
Segundo o Washington Post, a união de enfermeiros já reuniu com o ministério da saúde da província canadiana para tentar chegar a acordo. Os enfermeiros propõem introduzir uma lei que limite o número de pacientes que um enfermeiro deve cuidar por dia, reduzindo o número de horas de trabalho. Por enquanto, os enfermeiros anseiam por uma solução rápida do governo.
Um dos principais focos da contestação dos enfermeiros e da preocupação dos médicos espoletou num post que se tornou viral no Facebook no passado mês de janeiro. Uma enfermeira publicou na rede social uma foto a chorar após um turno da noite onde teve a cuidar de 70 pacientes em simultâneo. "Esta é a cara da enfermagem. Estou doente com a minha profissão e envergonhada da falta do cuidado que dou", confessou Émilie Richard.
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