PDT lança pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República

O PDT lançou nesta quinta-feira (8) em Brasília a pré-candidatura do ex-governador do Ceará Ciro Gomes à Presidência da República. O anúncio foi feito em entrevista à imprensa após reunião da Executiva Nacional do partido. No mesmo ato, o PDT lançou a pré-candidatura de Joe Valle ao governo do Distrito Federal.
Apesar de o lançamento ter acontecido nesta quinta, Ciro já era tratado como pré-candidato do PDT desde 2015, quando se filiou à legenda.

Discurso
Após ser anunciado pré-candidato, Ciro Gomes disse que tomará "muito mais cuidado" com as declarações que faz publicamente.
"Fiz uma piada de extremo mau gosto, com o amor da minha vida, uma pessoa pela qual tenho um respeito intelectual, além do amor extremo, e por isso me desculpei. Mas eu estava marcado para morrer. E, como não podem dizer que eu sou ladrão, que eu sou incompetente, eu dei o queixo para bater", disse.
"Desta vez, evidentemente, eu vou tomar muito mais cuidado, vou entender que não adianta nada ser brilhante se amanhã cometer [o erro de contar] piadinhas", acrescentou.
Ciro também fez uma análise do cenário eleitoral, disse ter "similitude de valores" com o ex-presidente Lula, e afirmou que a disputa deve afunilar entre cinco candidaturas: a dele, a do petista, a de Marina Silva (Rede-AC), a de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) e a de Geraldo Alckmin (PSDB-SP).
"Você tem o Bolsonaro tamponando a evolução do candidato real, da direita 'civilizada' do Brasil, que é o Alckmin, e o Lula tamponando a minha evolução. E, na medida em que um ou outro não esteja no processo, eu e Alckmin provavelmente dividiremos a disputa no segundo turno", disse.
Questionado sobre uma eventual presença do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT-SP) na sua chapa, Ciro elogiou o petista, mas disse que "seria uma falta de respeito dizer que Haddad seria o vice dos sonhos, uma vez que o PT disse que terá candidato próprio".
Indagado sobre se quer os votos que seriam de Lula, caso o petista não concorra, Ciro afirmou que quer o voto "de todos brasileiros". "Eu ajudei Lula por 16 anos", emendou.
O pedetista disse ainda que a prioridade de um eventual governo será “superar” a desigualdade e a miséria. Além de promover uma reforma fiscal, um novo desenho previdenciário, investir na infraestrutura, na reindustrialização do país, na construção civil, na educação e na segurança pública.

G1
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