Secretária diz que tem controle de presídios e facções "não mandam"

A secretária da Justiça do Ceará (Sejus), Socorro França, negou ontem que o governo tenha perdido o controle de presídios do Estado para facções criminosas. Destacando projetos de construção de seis novos presídios, a secretária classificou críticas do tipo como desinformadas e disse que as organizações “não mandam em nada” nas unidades. 
“De jeito nenhum [facções teriam controle de presídios], o Estado está presente. Eu discordo plenamente de quem pensa o contrário. Quem diz isso não conhece o sistema. Quem conhece, vive lá dentro, sabe que eles [grupos criminosos] não mandam em nada, em absolutamente nada”, disse a secretária em visita ao O POVO, acompanhada por três seguranças.
Nas últimas semanas, episódios violentos ampliaram críticas à presença do Estado em prisões. Na última terça-feira, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB), destacou tese de que ordem para chacina ocorrida no Benfica, em Fortaleza, teria saído de unidades. Dias antes, dois detentos foram mortos em tiroteio dentro do presídio de Pentecoste, na Região Norte.
Negando que os casos simbolizem perda de controle do Estado, a secretária destacou que, em Pentecoste, a Sejus tomou ação imediata e separou presos perigosos e lideranças de facções na unidade. “A investigação está sendo feita pela Polícia Civil, o inquérito vai dizer quem entregou essas armas”. No dia do tiroteio, três armas de fogo foram encontradas com presos dentro da prisão.
Para combater a escalada de violência nas cadeias públicas, a secretária defende estratégia do governo em separar facções em presídios diferentes. “Ou a gente separa as facções ou eles se matam lá dentro. Por que hoje temos grande calmaria nas unidades? Porque eles estão separados”, diz a secretária, que não sabe dizer por quanto tempo a estratégia seguirá aplicada.
A secretária da Justiça também destacou seis unidades atualmente em construção no Estado. Ela afirma que, em curto prazo, será inaugurada Casa de Detenção Provisória em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. A ideia é que a unidade esvazie cadeias públicas do Estado.
Com recursos articulados pelo governador Camilo Santana (PT) no início do ano junto ao governo Michel Temer (MDB), serão construídas também duas novas unidades regionalizadas de detenção, uma em Horizonte e outra em Crateús. As unidades foram liberadas após chacina no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, deixar 14 mortos em janeiro.
Além desses presídios, o governo planeja também iniciar nos próximos meses as obras de uma penitenciária de segurança máxima. Garantida após vitória do Estado em ação contra o Fundo Penitenciário Nacional na Justiça, a unidade deverá receber principais chefes de facções criminosas em atuação no Ceará.

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