General Theóphilo se fortalece como nome de oposição para o Governo

A possibilidade de o general do Exército Guilherme Theóphilo ser o candidato da oposição para a disputa ao Governo do Estado tem se fortalecido nos partidos do bloco, em especial entre os tucanos. Ontem à noite, após reunião no gabinete do senador Tasso Jereissati (PSDB), o nome do ex-comandante militar da Amazônia foi citado pelas lideranças da oposição como alternativa e recebeu elogios.
Recém-filiado ao PSDB, o próprio general esteve reunido com o senador tucano ontem, antes do encontro que discutiu as eleições de outubro.
Tasso ainda é tido pela oposição como nome de maior força para encabeçar a chapa, mas o senador tem se negado repetidas vezes à disputa. O deputado estadual Capitão Wagner (Pros), que também era citado, disputará vaga de deputado federal. Mirando a agenda da segurança, Theóphilo cresce como alternativa.
“O general, pelo currículo que tem, é um militar brioso”, disse o ex-governador Lúcio Alcântara (PSDB), que foi indicado para falar em nome do grupo. “Quem olhar o currículo dele vai verificar que ele não tem apenas a experiência da caserna. Ele foi um homem que ocupou postos importantes, inclusive na ONU. Ele tem uma visão ampla, mais que meramente ligada à sua atividade profissional. Então ele é um dos nomes”, admitiu.
O presidente estadual do PSDB, Francini Guedes, fez considerações elogiosas à trajetória de Theóphilo e admitiu a possibilidade de ele encabeçar a chapa. “As Forças Armadas podem ajudar muito, em função da experiência dele na área da segurança. Ele conhece o assunto”, afirma.
Em abril, o PSDB recebeu o resultado de pesquisa encomendada, apontada como balizadora para a escolha do candidato da oposição. A pesquisa apontou a segurança pública como uma das fragilidades do governo Camilo Santana (PT) ao lado da saúde, geração de empregos e questão hídrica. Reformado do Exército este ano, Theóphilo foi um dos militares que estruturaram a intervenção federal no Rio de Janeiro.
Fora o general, são citados nomes da presidente do Sindicato dos Médicos, Mayra Pinheiro; do ex-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Domingos Filho, e do vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. Presentes na última reunião, os dois últimos se dizem “à disposição”. “Se o grupo decidir que meu nome vai para majoritário, eu vou aceitar. Essa eleição é de quem tem a vida limpa ou mais ou menos limpa”, disse Pessoa.
Na reunião de ontem, ficou decidido que a oposição deverá realizar reuniões regionais para discutir as candidaturas e testar nomes cogitados. A primeira ocorrerá no Cariri, ainda sem data prevista.

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