Protestos pedem a prisão de Lula

Duas manifestações contra a concessão de habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em apoio à prisão após condenação em segunda instância, acontecem na noite desta terça-feira na Praia de Copacabana. Em outras dez capitais, foram realizados atos contra o ex-presidente e a favor da prisão após a segunda instância. Em São Paulo e e Belo Horizonte, também há atos em defesa de Lula.

No Rio, o grupo Vem Pra Rua reúne centenas de manifestantes em frente ao hotel Rio Othon Palace. O grupo alugou um telão, que passa vídeos e fotos contra a corrupção. Os militantes entoam cânticos contra os ministros do STF, como Gilmar Mendes e Celso de Melo.

Mais atrás, em frente ao Posto Cinco, algumas dezenas de pessoas se reúnem em torno do trio elétrico do Movimento Brasil Livre (MBL). A passeata é engrossada por ex-funcionários da Varig, que protestam no mesmo local.

Em discurso no carro de som, o humorista Marcelo Madureira disse que os ministros do STF não poderão andar na rua se derem o habeas corpus a Lula.

— Vocês não vão poder descer na garagem do prédio sem serem baixados — diz.

Dominada por camisas da seleção brasileira e cartazes contra a corrupção, poucos participantes fazem alusão a políticos ou partidos.

Em Brasília, debaixo de forte chuva, manifestantes se reuniram no fim da tarde desta terça-feira, para cobrar a prisão do ex-presidente. No gramado em frente ao Congresso Nacional, o Movimento Vem Pra Rua esperava reunir cinco mil pessoas, mas o temporal atrapalhou os planos dos organizadores. Poucas centenas de pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar não fez a contagem do público.



Embalados ao som do funk "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão", os manifestantes carregavam o boneco inflável conhecido "Pixuleco", com Lula vestido de presidiário. Faixas criticavam o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), algumas citando as palavras do ministro Luís Roberto Barroso sobre ele: "É ódio, bílis, mau sentimento".

— É muito importante mostrar que o povo está indignado com o Supremo Tribunal Federal. O povo quer Justiça, quer aplicação do artigo quinto, que é a igualdade entre todos. É um absurdo: o habeas corpus do Lula passou na frente de vários condenados, e ele nem tem foro privilegiado — disse Bia Kicis, uma das organizadoras do ato.

No gramado, vários manifestantes vestiam a camisa da seleção brasileira. Adesivos com menções ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato à Presidência, eram distribuídos.

Nesta terça-feira, os petistas não protestaram no local. Mas na quarta-feira devem ocupar parte do gramado, que foi divido para que os dois grupos possam se manifestar.


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