Adepol entra com representação contra promotores no Conselho Nacional do MP em Brasília

Após o início das investigações da Operação Renault 34, que tem como principal alvo o delegado Romério Almeida, afastado do 34° Distrito para averiguação de suposto crime de corrupção, foi iniciado embate entre partes favoráveis e contrárias à decisão. Nesta quinta-feira, 3, a Associação dos Delegados de Polícia Cívil do Estado do Ceará (Adepol) entrou com representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os promotores do Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) que investigam o caso.
Enquanto a representação era apresentada pelo advogado da Adepol, Leandro Vasque, em Brasília, a associação divulgava nota em que reforça o apoio ao delegado afastado. Também é manifestado "o mais veemente" repúdio a atuação do Nuic no caso.
"De maneira absolutamente temerosa e reprovável, na mesma manhã em que se cumpria a busca e apreensão, quando sequer se sabia se algo seria apreendido que pudesse reforçar a veracidade dos indícios não confirmados até o momento, é divulgada nota pública no sítio eletrônico do Ministério Público Estadual (MPCE), com a menção de nomes sobre a sensacionalista manchete: 'MPCE deflagra operação de combate à corrupção no 34° Distrito Policial'", afirma.
Na nota, a Adepol diz que não questiona a investigação, mas reforça as declarações de outras oportunidades em questiona a "espetacularização" do caso, considerando "censurável" a atitude dos investigadores ainda em fase de colheita de elementos.
"Antes mesmo de se encerrar a fase de investigação necessária a deflagração de uma eventual ação penal, a honra, a imagem e a reputação do Delegado Romério, construída ao longo de mais de três décadas de relevantes serviços prestados à sociedade cearense, se viram dolosamente atiradas à lama".
No fim das declarações, a associação cobra a aplicação da lei aos investigadores parafraseando o procurador geral de Justiça do Estado do Ceará, Plácido Rios: "Todos estão sujeitos ao império da Lei". Segundo a ideia da Adepol, os membros do Nuic cometeram os crimes de realizar interceptações telefônicas sem autorização judicial e quebrar o segredo de justiça.
No último sábado, a Associação Cearense do Ministério Público (ACMP) saiu em defesa dos investigadores.

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