Greve dos caminhoneiros deixa alimentos mais caros nos supermercados cearenses

A greve dos caminhoneiros brasileiros contra a alta nos preços dos combustíveis já começou a impactar os valores dos alimentos na Centrais de Abastecimento do Ceará (Ceasa). Se a paralisação continuar, gerando bloqueio nas rodovias, frutas e hortaliças vão ficar de 10% a 15% mais caras a partir desta quinta-feira, 24. Nos supermercados, os aumentos para o consumidor final podem ultrapassar 20%.
Na Ceasa, a greve já é responsável por reduzir a oferta da batata-inglesa, produto que chega ao Ceará da Bahia, Minas Gerais e São Paulo. O quilo da mercadoria, que custava R$ 3,50 há três dias, já está sendo vendido por R$ 4, aumento de 14,2%.
Amanhã, o consumidor começará a sentir aumento nos preços de outros itens, como cenoura, repolho, tomate, uva itália, melão japonês, abacaxi e laranja pera. “Muitos caminhões não estão conseguindo chegar à Ceasa. Se a paralisação continuar, amanhã já vamos começar a sentir os impactos”, afirma o analista de mercado da Ceasa, Odálio Girão.
Para ele, a manifestação dos caminhoneiros é legítima, considerando o elevado preço do diesel e de outros combustíveis, algo que deixa os valores dos fretes mais elevados. Por outro lado, defende a necessidade de o Brasil diversificar seus modais de transporte de cargas. Atualmente, mais de 60% das mercadorias circulam por rodovias.
“A gente precisa de mais ferrovias e hidrovias, por exemplo. A Transnordestina, que poderia ser uma ótima alternativa em situações como a que estamos enfrentando, ainda não saiu do papel. Além disso, o Governo precisa encontrar alternativas para evitar novos aumentos nos valores dos combustíveis”, diz.
De acordo com Odálio, as mercadorias que ficarão mais caras amanhã, caso o bloqueio nas rodovias continue, vêm de estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Maranhão.
A cenoura, cujo quilo está sendo comercializado na Ceasa por R$ 2,50, pode chegar a R$ 3 nesta quinta-feira. O repolho passaria de R$ 2,50 para 3, e o tomate de R$ 3 para R$ 4. Já o valor da uva itália saltaria de R$ 4,50 para R$ 5. O melão japonês de R$ 2,50 para R$ 3, enquanto o preço do abacaxi sairia de R$ 3,50 R$ 4. O quilo da laranja, por sua vez, passaria de R$ 2 para R$ 3.

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