Jungmann diz que PF pode investigar greve

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que há indícios de que a greve dos caminhoneiros seja um "locaute" (quando uma paralisação coordenada e incentivada por empresários do setor). Jungmann disse que se as informações sobre locaute forem comprovadas, o fato será investigado pela Polícia Federal.
"No momento estamos ainda coligindo informações na área de inteligência. Agora, comprovada efetivamente a participação de locaute, e como isso de fato é ilegal, não é permitido porque atenta contra a economia, evidentemente vamos ter que tomar providências. Mas primeiro tenho que checar essas informações, torná-las de fato sólidas e consolidados para então poder acionar a Polícia Federal".

Evidências
Segundo ele, as informações colhidas pelo setor de inteligência do governo indicam que a paralisação é "as duas coisas", ou seja, greve e locaute.
"É um locaute porque tem participação clara, vou te dar um exemplo de que há uma participação, anuência, apoio (de empresários). Quando foi pedida escolta da Polícia Rodoviária Federal para poder liberar caminhões-pipa, de abastecimento etc, o que acontecia? Nós mandávamos a Polícia Rodoviária Federal, mas as distribuidoras e transportadoras se negavam a fazer com que os seus motoristas guiassem aquelas cargas e aqueles caminhões", afirmou. "Não posso pegar alguém da Polícia Rodoviária Federal e fazer com que ele faça (a condução dos veículos). Eles se negavam. E isso aconteceu em várias localidades em vários momentos, então isso, para mim, caracteriza de fato uma ação coordenada entre autônomos e também efetivamente empresas de distribuição e transportadoras", mencionou.
Questionado sobre em quais localidades essas recusas dos motoristas foram registradas, Jungmann disse que "isso aconteceu em vários lugares", mas que ele precisaria checar exatamente em quais lugares. "Mas isso me foi relatado, de vários episódios em vários lugares. Simplesmente chegava escolta da Polícia Rodoviária Federal e as distribuidoras e transportadoras se negavam a colocar o seu pessoal", afirmou.
De acordo com o ministro, esses relatos lhe foram informados ontem, mas "pode ter acontecido até outros dias, não sei".
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