Pedido da PGR para investigar ministro do STJ aguarda ainda decisão de Fachin

O ministro Napoleão Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é alvo de um pedido de abertura de inquérito para investigar supostas vendas de decisões judiciárias em benefício do grupo J&F. O pedido está nas mãos do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foi protocolado pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com base na delação do ex-diretor jurídico da JBS Francisco de Assis e Silva.
No pedido, a PGR aponta a relação de intimidade do ministro com a advogada Renata Gerusa Prado de Araújo, filha de uma desembargadora do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). A relação era utilizada por Francisco para obter resultados favoráveis ao grupo J&F. Renata tinha acesso fácil a ministros da Corte, em especial a Napoleão. O pedido foi entregue no dia 12 de setembro de 2017.
O esquema começou a ser desvendado após Renata entrar em processo de separação de Pedro Bettim Jacobi, que reuniu emails, documentos e mensagens de Whatsapp da ex-companheira explicando minuciosamente o segredo do sucesso da advogada e da sua gorda conta bancária. Além dos pedidos por decisões favoráveis, em um dos emails, Napoleão envia a Renata um poema que ele acabara de escrever.
Além de Napoleão Maia, Renata ainda tinha estreita relação com William Bernardes, “capinha” de Napoleão no STJ. No jargão dos tribunais, “capinha” os auxiliares que acompanham os magistrados durante as sessões para ajudá-los no que precisarem. Além de puxar a cadeira para o ministro, Will conseguia informações privilegiadas para Renata, incluindo dados sigilosos de processos e até decisões que seriam tomadas por determinados magistrados.

Liberação de R$ 73 milhões
Ao tratar de um processo em que a JBS, que pertence ao grupo J&F, tentava reverter, no STJ, o bloqueio de R$ 73 milhões determinado pela Justiça do Mato Grosso, Francisco afirmou que a decisão favorável estaria demorando porque Napoleão Maia estava querendo “participação nos honorários”. O ministro acabou por desbloquear o valor, embora tenha negado outros pedidos da empresa.

Com informações da revista Crusoé
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