Polícia conclui inquérito sobre Chacina das Cajazeiras

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou nesta quinta-feira (24), a conclusão do inquérito que apura o assassinato de 14 pessoas no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, ocorrida no dia 27 de janeiro deste ano. As investigações concluíram que os crimes foram cometidos devido à disputa entre grupos criminosos rivais.
De acordo com o relatório final da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), são 14 acusados de envolvimento na chacina, com 9 deles já capturados. Entre os presos, há 8 adultos e um adolescente. Outros três acusados estão com mandados de prisão em aberto e foragidos.
As investigações apontaram cinco homens como mandantes dos assassinatos, são eles: Deijair de Souza, de 29 anos, Noé de Paula Moreira, de 34 anos, Auricélio Sousa Freitas, de 35 anos, Zaqueu Oliveira da Silva, de 26 anos, e Misael de Paula Moreira, de 26 anos, que está foragido.
Sete homens foram indiciados pela execução do crime. Foram presos: Rennan Gabriel da Silva, de 20 anos, Francisco Kelson Ferreira do Nascimento, de 23 anos, Ruan Dantas da Silva, de 19 anos, Fernando Alves de Santana, de 26 anos, e um adolescente de 17 anos. Pedro Paulo do Prado Sousa, de 21 anos, e Joel Anastacio de Freitas, de 18 anos, continuam foragidos.
Os crimes ainda contaram com a participação de Ana Karine da Silva Aquino, de 23 anos, e Ayalla Duarte Cavalcante, de 22.
Todos os envolvidos foram indiciados por organização criminosa e pelos homicídios.

O crime
Na madrugada do dia 27 de janeiro, três carros com homens fortemente armados chegaram ao popular "Forró do Gago", no bairro Cajazeiras, em Fortaleza, e realizaram vários disparos contra os jovens que se divertiam no local. Os tiros vitimaram 14 pessoas, a maioria mulheres.
De acordo com moradores das proximidades do local da chacina, os disparos teriam começado por volta de meia noite e meia e durado cerca de 30 minutos. Testemunhas contaram que algumas pessoas fugiram pelos telhados das casas na tentativa de escapar dos tiros.
A suspeita é de que os crimes tenham sido cometidos por integrantes do grupo criminoso Guardiões do Estado (GDE) e que ordem deles era matar os membros do Comando Vermelho (CV). Apenas três das 14 vítimas possuíam antecedentes criminais.

Diário do Nordeste
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