País só cumpriu uma meta do Plano Nacional de Educação

Governo federal, estados e municípios não cumpriram a maioria dos prazos intermediários estabelecidos no Plano Nacional de Educação (PNE), vigente há quatro anos. E a maior parte das metas ainda está longe de ser alcançada. Os indicadores revelam que, se continuar no mesmo ritmo, o plano não será plenamente executado nos próximos seis anos.
A meta 13, que estabelece que pelo menos 75% dos professores da educação superior sejam mestres e 35% sejam doutores, foi a única cumprida nacionalmente. Além do atraso das demais, os índices divulgados em relatório de acompanhamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em junho, refletem desigualdades entre regiões, raças e classes sociais. Segundo especialistas, o cenário exige articulação entre os três entes e estratégias específicas para chegar a regiões e populações mais vulneráveis.
“É preciso enfrentar o que precisamos para que o plano realmente esteja no foco das políticas, entendendo que ele significa a ampliação das oportunidades, redução das desigualdades e a valorização das diversidades e dos profissionais da educação”, destaca Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec).
Ela cita que resultados na aprendizagem do Sudeste, por exemplo, são melhores do que nas regiões Norte e Nordeste. Diferença que se apresenta também entre brancos e negros no País. E destaca as diferenças regionais e raciais na porcentagem de alunos que frequentam ou terminaram a educação básica na faixa de 15 a 17 anos no Brasil (meta 3): a taxa é de 93,2% para brancos e de 90,2% para negros. No Sudeste e no Nordeste, os respectivos alcances da meta são de 93,2% e 89,9%.
“A gente tem que pensar nos números absolutos, mais de metade da população é negra. Esses números se conservam e vão mostrando um retrato dessa desigualdade no acesso, na permanência, nos resultados de aprendizagem e na evasão. A diferença na conclusão é ainda maior”, ressalta Anna Helena.

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