533 mil perdem benefício do INSS por não provarem que estão vivos

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) cortou o pagamento do benefício de 532.588 aposentados e pensionistas que não compareceram à rede bancária para realizar a prova de vida, de acordo com dados de julho deste ano. O número representa 1,53% do total de beneficiários (34,8 milhões) que deveria ter feito o procedimento ao longo de 2017 até fevereiro deste ano.
A prova de vida, também conhecida como "renovação de senha" ou "fé de vida", é um procedimento obrigatório feito todos os anos para provar que a pessoa não morreu e que ninguém está recebendo indevidamente o benefício.
O Maranhão é o estado com o maior percentual de benefícios cortados pelo não comparecimento à prova de vida: 1,91%, o que representa 21.121 segurados. O Amapá teve o menor índice de faltas ao procedimento: 0,98%, com apenas 611 pagamentos interrompidos.
Em números absolutos, São Paulo teve a maior quantidade de suspensões, por causa da população maior: 115.914 (1,49%). Em seguida, vêm os estados de Minas Gerais (70.992 ou 1,79%) e Rio de Janeiro (50.281 ou 1,69%).

Prova de vida varia de banco para banco
Todos os beneficiários do INSS que recebem seus pagamentos em conta corrente, conta poupança ou cartão magnético devem provar uma vez por ano que estão vivos, inclusive aqueles que recebem benefícios assistenciais.
A data da comprovação anual varia de banco para banco. Alguns usam o aniversário do segurado, outros a data de aniversário do benefício, e há instituições que fazem a convocação um mês antes do vencimento da última prova de vida realizada. 
Algumas instituições fazem a comprovação usando o sistema de biometria (uso da impressão digital) nos caixas eletrônicos, outros podem pedir apenas a apresentação do documento e, em alguns casos, a troca de senha é exigida.

UOL
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