Mês de julho registrou 409 assassinatos no Ceará; No ano, já são 2.943

O mês de julho de 2018 terminou com o total de 409 assassinatos no Ceará. No período de 31 dias  ocorreram 385 homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte, denominados Crimes Violentos, Letais e Intencionais (CVLIs).  Além disso, foram registrados 21 óbitos em intervenções policiais  e três assassinatos de detentos em unidades do Sistema Penitenciário Estadual.  Duas chacinas deixaram nove mortos. No acumulado do ano, o Ceará já registrou 2.943 homicídios em sete meses.
Somente em Fortaleza ocorreram 137 homicídios e latrocínios. Na Região Metropolitana  da Capital outros 109 crimes de morte. No Interior do estado, 163 pessoas foram assassinadas, sendo 90 casos na região Interior Norte, e mais 73 no Interior Sul.  Cidades como Sobral registraram um aumento considerável da violência armada que resulta em óbitos.
Duas chacinas ocorreram no mês de julho. A primeira na madrugada do dia 13, quando cinco homens foram seqüestrados e mortos a tiros e  facadas no Sítio Cafundó, localizado na zona rural do Município de Palmácia, na região do Maciço de Baturité (a 85Km de Fortaleza).
A segunda matança aconteceu na manhã do dia 14, no Sítio São Francisco, zona rural  do Município de  Quiterianópolis (a 397Km da Capital), onde quatro pessoas (três homens e uma mulher) foram assassinadas a tiros. Com os dois casos, o Ceará já registra sete chacinas neste ano.

Mortos
Entre as 409 vítimas fatais da violência armada em julho no Ceará, estão 44 mulheres.  Dezenove delas (entre adolescentes e idosas) foram mortas nas ruas da Capital cearense, outras nove  na Região Metropolitana de Fortaleza e 16 no interior.
A maioria desses homicídios ainda está sob investigação e seus autores seguem impunes pois, sequer, foram identificados. As motivações são desde ciúmes (crimes passionais) a latrocínios e envolvimento de jovens com facões e o tráfico de drogas.
Também entre as vítimas de assassinatos no mês de julho estão 40 adolescentes. Vinte e sete foram mortos na Grande Fortaleza e outros 13 no Interior.

Fernando Ribeiro
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