Micronegócios no CE se formalizam e apostam no 2º semestre para crescer

Com a chegada do segundo semestre, abre-se a perspectiva de novas oportunidades no mercado, o que tem levado muitos cearenses a envidarem esforços para montar e/ou formalizar o pequeno negócio próprio. No Ceará, especificamente, o número de Microempreendedores Individuais (MEIs) avançou na virada de junho para julho de 2018, passando 227.162 para 230.644, um crescimento de 1,53%, apontam dados do Portal do Empreendedor.
No recorte regional, o Estado surge como o segundo mais bem colocado no ranking do Nordeste, com os seus mais de 230 mil MEIs. Ficou atrás somente da Bahia, cujo número registrado no período foi de 395.447 MEIs. Sergipe, por sua vez, foi a unidade federativa da Região a contar com o menor número de formalizações (44.532) .
Em âmbito estadual, Fortaleza foi o município a contabilizar o maior número de cadastros de MEIs, com 100.516. Em seguida, estão Caucaia (9.295), Juazeiro do Norte (8.306) e Maracanaú (7.196).
A plataforma de serviços do governo federal congrega informações sobre os MEIs de todo o País, além de viabilizar o acesso a soluções que simplificam o dia a dia dos micronegócios. Em Fortaleza, a Central Fácil, unidade da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), do governo estadual, auxilia o microempreendedor a iniciar sua jornada em busca da formalização.
A Central Fácil contabiliza, desde o início de 2018, uma média de 320 pessoas atendidas na Capital cearense com o intuito de se formalizarem como MEIs. Até o fim de agosto de 2017, o número médio alcançado foi de 380, volume que deve ser atingido até o fim deste mês, projeta a supervisora da Central Fácil, Valéria Gonçalves.
De acordo com ela, o segundo semestre costuma ser um período no qual as pessoas demandam por mais atendimentos focados no microempreendedorismo. Isso porque elas já têm "uma perspectiva melhor", com o pagamento do 13º salário, e a movimentação no comércio, como um todo, impulsionada por eventos e festas como o Natal. "Quando vai chegando o fim do ano, as pessoas visam a alta temporada e procuram se formalizar, seja para montar algo novo ou formalizar um negócio que já tinham".
Quem mais busca a Central Fácil, no Centro de Fortaleza, são os prestadores de serviço individual - como promotores de eventos, fotógrafos, bombeiro hidráulico, eletricista, mestre de cerimônias, instrutor de informática, que mais se destacam na busca para se tornarem MEIs.
Em seguida, vêm os profissionais do comércio, como os artesãos e os pequenos comerciantes de lojas de cosmético, bebidas, alimentos e variedades, entre outras.


Desafios
Atuar como microempreendedor individual no Brasil traz facilidades, como menor burocracia no processo de abertura da empresa. Por outro lado, também possui desafios. No Ceará, esses desafios são "múltiplos", a começar pelo "baixo nível de formação", avalia o coordenador do Centro de Empreendedorismo (Cemp) da UFC, Abraão Saraiva. Para ele, é necessário que o empreendedor conheça aspectos básicos como fluxo de caixa, o que é dinheiro da empresa e o que é dinheiro pessoal para, assim, evitar contrair problemas maiores no futuro.
Saraiva diz ser necessário um maior empenho do governo no desenvolvimento de políticas públicas, bem como mais fomento ao ensino do microempreendedorismo, das escolas às universidades. Outro aspecto negativo enfrentado pelo MEI no Estado é a baixa renda média da população. "Somos um Estado com um PIB per capita baixo, o que está diretamente ligado ao poder de compra. Logo, com uma população com baixo poder aquisitivo, há mais dificuldade de realizar vendas. E, sem exportação, a venda do MEI é basicamente interna", afirma.
O avanço da formalização de MEIs, pondera Saraiva, demonstra o aumento do desemprego, tendo em vista que boa parte dos microempreendedores são trabalhadores que perderam seus antigos postos no mercado.

Direitos
Embora haja falta de conhecimento para empreender, a supervisora da Central Fácil, Valéria Gonçalves, afirma que os MEIs estão cada vez mais cientes da importância de conhecer os direito que têm. Hoje, inclusive, pessoas procuram mais o Núcleo da STDS, visando sanar dúvidas quanto aos seus direitos, seja de como funciona licença-maternidade ou a aposentadoria.

Diário do Nordeste
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