Primeiro debate no Ceará é marcado por ausência de Camilo e ataques de Ailton Lopes a adversários

O primeiro debate entre os candidatos ao Governo do Ceará foi marcado por críticas ao governador Camilo Santana (PT), que se esquivou do encontro com adversários; e pelos questionamentos incisivos de Ailton Lopes (Psol) a General Theóphilo (PSDB) e Hélio Góis (PSL). Os principais embates foram entre o candidato do Psol e o tucano. Os temas que mais geraram discussão foram segurança pública, reforma trabalhista e alianças políticas.
O encontro entre os candidatos foi transmitido ao vivo pelo Sistema Jangadeiro. Os mediadores foram os jornalistas Fábio Campos e Wanderley Filho.
Ausente no encontro, o governador Camilo Santana foi alvo de críticas dos adversários durante todo o debate. Hélio Góis, ao falar sobre a segurança pública, fez ataques a Camilo. “O que falta para nosso Estado é coragem. Quem não tem coragem para enfrentar um debate, não tem coragem para enfrentar a criminalidade”, disse.
General Theóphilo criticou “falta de autoridade” do governador e disse que “falta de comando e medo” estão entre as características do petista.
“Camilo não veio porque não tem condições de explicar a aliança que fez com Eunício (Oliveira, do MDB), Gorete (Pereira, do PR) e Genecias (Noronha, do SD)”, disse Ailton Lopes, em referência à base aliada do governador, que reúne apoiadores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, do PT de Camilo.

Embates
Sem o candidato que lidera as pesquisas de intenção de voto, Ailton protagonizou os principais embates, com ataques e questionamentos a posturas políticas e alianças de General Theóphilo e Hélio Góis.
Questionado por Ailton sobre o apoio do PSDB à reforma trabalhista, Theóphilo disse que o candidato do Psol “tem que ler os jornais”, pois as notícias mostram crescimento nos índices de emprego. O tucano ressaltou que quem reclama da reforma são os sindicatos por causa do fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. Theóphilo disse ser contrário apenas no que diz respeito aos direitos das mulheres grávidas.
Ailton replicou que o adversário não conhece a vida da população nem a realidade do Ceará. Ele citou dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) sobre o aumento do desemprego. Em contrapartida, Theóphilo acusou Ailton de citar dados que não são do Estado e atrelou o fechamento do comércio à violência.
O candidato do Psol ainda questionou Theóphilo sobre a relação do PSDB com um ex-secretário do Planejamento Governo da Gestão Camilo, Maia Júnior. O tucano disse que uma de suas primeiras ações foi pedir o afastamento do PSDB do então secretário.
“Quando cheguei, que fiz meu primeiro discurso, dois partidos que nos apoiavam pularam foram: o do Genecias (SD) e do Domingos Neto e Domingos Filho (PSD), porque botei a ética e a moral. E falei para ele (Tasso Jereissati): senador como temos como braço forte do atual governo o Maia Júnior? Não conheço o Maia Júnior, não sei da sua capacidade, mas, na mesma hora, foi obrigado a se licenciar do partido por uma exigência minha”, disse Theóphilo.
Ailton ainda ressaltou que Maia foi secretário de Tasso durante três governos e vice de Lúcio Alcântara. “No meu governo, ele não faz parte”, disse Theóphilo.
Em outro momento, foi questionada a presença de Eunício Oliveira na chapa governista, após disputar como oposição a Camilo em 2010. “Camilo se ausenta covardemente para não prestar contas porque hoje foi a público dizer que Eunício é candidato dele. Antes, foi de Tasso”, atacou Ailton.

Emprego e agrotóxicos
Ailton Lopes também debateu com Hélio Góis sobre a geração de emprego. O candidato do PSL defendeu a diminuição do Estado que, para ele, “gera cabide de emprego”. Ele disse que, se eleito, vai “desburocratizar a abertura de empresas”.
O candidato do PSol fez críticas a um “modelo concentrador de renda” nas gestões de Cid Gomes (PDT), Lúcio Alcântara (PSDB) e Tasso Jereissati (PSDB) no Governo do Estado. Ailton Lopes fez réplica a Góis questionando quem seria impactado com a diminuição da influência do estado. “Não é quem mora na periferia”, ressaltou. Ele defendeu investimento em agricultura familiar, turismo, ciência e tecnologia, dentre outras áreas.
Hélio Góis também foi questionado sobre apoio do PSL ao projeto de lei que altera as regras de fiscalização e aplicação de agrotóxicos. O candidato ligado a Jair Bolsonaro (PSL) disse que desconhecia a lei a prometeu estudá-la. Ele defendeu ações de proteções ao meio ambiente, relacionadas a segurança hídrica e a saneamento básico, mas não se fez menção sobre o o uso de agrotóxicos durante sua resposta.
“Me parece que a média de conhecimento da população está melhor que nesse debate”, atacou Ailton, após Góis ter se esquivado sobre postura do PSL de ser contra apuração de denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB). Góis ainda se confundiu ao repetir que Temer havia sido vice do ex-presidente Lula (PT).
General e Hélio evitaram discussões acirradas e ataques entre eles.

Tribuna do Ceará
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