Solidariedade foi criado com base em assinaturas falsas, diz revista

O partido Solidariedade, presidido pelo deputado federal Paulinho da Força, foi criado a partir de assinaturas falsas, segundo uma matéria publicada pela revista VEJA desta semana. De acordo com a reportagem, foram utilizados dados do cadastro de desempregados do Ministério do Trabalho para reunir as 500 mil assinaturas necessárias para a criação do partido, registrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2013.
Segundo a denúncia, as identidades reais foram usadas como se fossem de pessoas que apoiam o partido e transferidas para as fichas de filiação. O grupo de falsificadores estaria ligado ao deputado Paulinho da Força.
Em um vídeo, um suposto apoiador do Solidariedade manipula cópias das guias preenchidas por desempregados que desejavam obter o seguro-desemprego. Em seguida, transfere os dados para as fichas de filiação e falsifica as assinaturas com ajuda de uma prancheta de luz. Milhares de guias do seguro-desemprego teriam sido enviadas aos apoiadores envolvidos na criação do partido.
Atualmente, o Solidariedade recebe R$ 1,7 milhão por mês do fundo partidário e tem direito a 44 segundos na propaganda de TV. Integrante do chamado “centrão”, o partido fez aliança com a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República. A aliança renderá ao tucano seis minutos diários de propaganda eleitoral na televisão, além do tempo reservado ao PSDB.
De acordo com especialistas entrevistados pela revista, se a fraude ficar comprovada o partido Solidariedade pode ser punido com a cassação do registro.
Para se criar um partido é necessário um estatuto e 500 mil assinaturas, que posteriormente são encaminhadas para análise do TSE. O Solidariedade foi aprovado pela Justiça Eleitoral em 2013, quando o tribunal decidiu conceder o registro, embora tivesse identificado “problemas pontuais” nos documentos encaminhados na época.
Em março deste ano, segundo a revista, o Ministério Público do Distrito Federal ofereceu denúncia contra seis pessoas. Todos eram falsificadores de fichas de servidores públicos cadastrados em um sindicato. Denunciada, Francisca Gleivaní Gomes Silva, é sogra do deputado Paulinho da Força. Ela teria recebido os dados de servidores e preenchido as fichas de filiação ao Solidariedade com assinaturas falsificadas.

O Globo
Cadernos:
[disqus][facebook]

MKRdezign

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget