Theophilo aponta ameaça de facções a sua campanha e critica formação de PMs: 50 tiros na academia

O candidato do PSDB ao Governo do Ceará, General Theophilo, revelou ameaça de facções a militantes de sua campanha em comunidades de Fortaleza e criticou o tempo e a qualidade da formação de policiais no Estado. 
“Hoje, eu já recebo ameaça de morte do crime organizado sendo candidato. Já houve ordem de que quem entrasse em comunidade tirasse os adesivos de General Theophilo. Tenho uma família, o carro da minha esposa está com adesivo. Não moramos em comunidade desse tipo, mas a militância que está trabalhando comigo está assutada”, afirmou o candidato. Theophilo falava sobre a necessidade de manutenção da Casa Civil para proteção individual de líderes de estado.
Ele repercutiu também a declaração do presidenciável Ciro Gomes (PDT) de que a polícia do Ceará “não estava preparada” para as facções. “Essa é uma declaração de quem não entende de segurança pública. O que faltou foi apoio dos governos do Estado”, disse. O general relembrou a existência de uma inspeção geral das polícias militares e o comando dos batalhões por coronéis do Exército. Também criticou aumento no efetivo sem estrutura de formação.
“A gente sabe que demoram, no mínimo, dois anos para formar um PM. Ele tem que dar mil tiros. O policial está se formando em quatro meses no Ceará, dando 50 tiros, e um mês é estágio. Esse policial não está preparado para ir às ruas”, frisou.
Theophilo disse ainda ter participado da formação do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, o Bope. “Não é que a Polícia não esteja preparada, os governantes levaram a isso”, acrescentou.
O candidato prometeu que, se eleito, terá como prioridade dos primeiros dias de governo instalar bloqueadores de celular nos presídios. Ele criticou ainda a separação de facções por presídios: “estamos criando holding das facções”, e defendeu a criação de parcerias públicos-privadas para administração dos presídios.
Também na área da segurança pública, ele reafirmou a proposta de reduzir os índices de homicídio em 50% nos quatro anos de governo. Entre as ações que deve adotar, estão controle de fronteiras, patrulhamento da orla do Estado e fiscalização em aeroportos.

Tribuna do Ceará
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