Aplicativo agilizará emissão de laudos periciais por mortes violentas no Estado

Por lei, os peritos têm 10 dias após uma ocorrência, para concluírem o laudo sobre um crime ou acidente. Entretanto, devido ao baixo efetivo de profissionais da área, no Ceará, e ao alto número de ocorrências (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito), muitos documentos não são finalizados no prazo, segundo o coordenador do núcleo criminal da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).
Em meio à cena de um crime, os peritos anotam todos os vestígios, características, posições, trajetórias, tendo o papel como suporte. Depois, tem que se deslocar para outra ocorrência e fazer novos registros. Para agilizar a elaboração de laudos periciais, e informatizar todos os dados minuciosos de tantos locais, a Pefoce vai apostar em uma ferramenta tecnológica: uma aplicativo, que deve ajudar na agilidade e pontualidade do órgão.
Serão disponibilizados tablets para que os peritos usem o aplicativo e registrem informações em tempo real. Rômulo Lima afirma que o ideal era ter o triplo desse efetivo, com cerca de 150 profissionais. Segundo ele, os 40 tablets disponibilizados pelo órgão "serão suficientes para a quantidade de peritos", porém, "não serão suficientes para a demanda de ocorrências".


O novo software, denominado 'Galilei', foi desenvolvido pela própria Coordenadoria de Tecnologia da Informação (CTI) da Pefoce, durante um ano. A tecnologia tem uma interface simples e a execução é intuitiva, para facilitar o uso. "A ideia partiu de otimizar o serviço dos peritos, nos locais de rua. Com a tecnologia utilizada hoje nos tablets, conseguimos coletar os dados, bater fotos e fazer áudio. Vai possibilitar mais segurança, agilidade, praticidade. No fim do procedimento poderemos gerar um pré-laudo", relata o coordenador da CTI, Luciano Freire.
O aplicativo permitirá, entre outras coisas, que o perito registre a foto de impressões digitais e lance direto do local do crime para o banco de dados da Pefoce. "Papiloscopia, hoje, é a forma mais fácil e segura de identificar o ser humano. Quando pudermos coletar essa digital no local do crime, a identificação das vítimas será muito mais rápida".
A ferramenta será utilizada a partir de hoje, mas demandará adaptação. Nem todos os peritos foram treinados ainda. Após um tempo de transição, os profissionais terão que conduzir os tablets a cada ocorrência de crimes contra a vida e de acidentes de trânsito, para registrar vestígios no aplicativo, como localização, identificação dos suspeitos, objetos e impressões digitais.

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