Ausência de Cid e temas como corrupção, saúde e educação marcam debate de candidatos ao Senado

O primeiro debate entre candidatos ao Senado no Ceará foi marcado por discussões de temas variados e por ataques ao ex-governador Cid Gomes (PDT), que anunciou ausência minutos antes do início do encontro. O debate foi transmitido ao vivo pela TV Jangadeiro/SBT e pelo portal Tribuna do Ceará nesta terça-feira (25), com a presença de sete dos nove candidatos convidados, dos quais os partidos têm representação na Câmara dos Deputados.
Participaram Anna Karina (Psol), Bardawil (Pode), Dra. Mayra (PSDB), Dr. Marcio Pinheiro (PSL), Eduardo Girão (Pros), Pastor Pedro Ribeiro (PSL) e Pastor Simões (Psol). A mediação foi feita pelo jornalista Wanderley Filho.
O candidato do PDT, Cid Gomes, em nota, explicou ausência no debate, alegando que “vínculo partidário dos proprietários da emissora com outros candidatos comprometeria a imparcialidade do certame”. Seu aliado em chapa informal, Eunício Oliveira (MDB) também não participou, mas havia justificado a ausência com antecedência, por motivo de viagem ao Exterior.
Líder das pesquisas e ausente, Cid tornou-se alvo dos adversários. Pastor Pedro Ribeiro questionou Bardawil sobre o significado da ausência do adversário: “Dizer que esse ambiente não é digno de recebê-lo, nos faz o quê?”.
“Não é a primeira vez, sempre desafiei Cid pela sua vida pregressa. Como foi governador, tem um monte de processo contra ele de corrupção, de lavagem de dinheiro. Ele não poderia vir porque sabia que eu estaria aqui para mostrar o quanto ele fez mal para o Ceará. Cid Gomes, esse dinheiro de que incriminam o senhor foi investido em juízes, desembargadores, ou está usando para comprar votos?”, atacou Bardawil.
Pedro Ribeiro disse estar “perplexo em saber que o cearense conhece a vida de Cid” e, ainda assim, “ele aparece nas pesquisas com 64% dos votos”.
Cid também foi citado em debate entre Bardawil e Dra. Mayra sobre saúde pública. O candidato do Podemos mencionou a nomeação do presidenciável Ciro Gomes (PDT) a secretário da Saúde na gestão de Cid e disse que a atuação de Ciro “deixou muito pior” o atendimento na área.
“Não é possível que tenhamos governantes que não priorizem a saúde. Na minha caminhada pelos 184 municípios, a situação é mais dramática ainda no Interior”, pontuou Mayra. Ela pediu responsabilidade dos eleitores ao escolher seus representantes e citou aumento em índices de mortalidade infantil e materna no Estado.

Tribuna do Ceará
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