Petição pública quer o fim da noite de sexo liberado para detentos em presídios no Ceará

Uma petição pública lançada na internet quer impedir que presos no Ceará tenham direito ao “Pernoite do Amor“, benefício que é garantido por lei, e que virou polêmica ao ser concedido no último domingo (23) em 13 unidades prisionais do Estado, para 14 mil detentos. No Ceará, o acesso de parceiros às celas é oferecido no Dia do Presidiário, no Natal e no Dia das Mães.
Até a publicação desta matéria, 695 pessoas já assinaram a petição disponível e que tem como destino o Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal, a Secretária de Justiça do Ceará (Sejus) e a Assembleia Legislativa do Ceará.
De acordo com a descrição da petição pública, o benefício é uma “aberração” e precisa acabar. “Viemos por meio deste abaixo-assinado pedir o fim dos ‘Pernoites do Amor’ e a revogação do Dia do Preso. Pois sabemos que não há previsão legal, nem embasamento jurídico que permita tais aberrações, sendo estes uma afronta a sociedade e um descumprimento da LEP (Lei de Execução Penal)”, diz a descrição da petição pública.
O evento foi publicado na portaria 02/2018 da Coordenadoria Especial do Sistema Prisional (Coesp) da Secretaria da Sejus. De acordo com a secretaria, a comemoração já existe há mais de 10 anos. Em nota, o órgão afirmou que a LEP determina que os internos do sistema penitenciário tenham garantida a convivência familiar e a visita de seus companheiros, cabendo aos Estados regulamentarem como se dará a garantia desse direito.
No Ceará, o pernoite foi instituído há 16 anos e é concedido três vezes ao ano: no Dia das Mães, no Natal e no Dia do Presidiário (18 de setembro). Nessas datas, as unidades são preparadas para receber os visitantes, tendo não apenas a segurança reforçada, como também equipes de atendimento médico.

Tribuna do Ceará
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