Presidenciáveis e centrais sindicais criticam vice de Bolsonaro

Um dia depois de ter dito que o 13º salário é uma "jabuticaba brasileira", uma "mochila nas costas dos empresários" e "uma visão social com o chapéu dos outros", o general Antonio Hamilton Mourão recuou e disse ter sido mal interpretado, mas o estrago já estava feito: presidenciáveis e centrais sindicais atacaram.
O ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, criticou a declaração. "Não posso ser a favor, como disse hoje o general Mourão, de que o 13° é jabuticaba brasileira. Não é possível achar que o trabalhador que sua a camisa, e muitas vezes é explorado, não tenha direito nem ao 13°", disse o tucano após participar da abertura da 14ª Expocristã, no Centro de Exposições Anhembi, na capital paulista.
O candidato do PDT, Ciro Gomes, exibiu uma peça nas redes sociais, dizendo que, com a crítica ao 13º salário e ao adicional de férias, "se você ainda não tinha um motivo para não votar no Bolsonaro, agora tem". No filme, Ciro explora o fato de que na história recente do País três vices assumiram o Palácio do Planalto. "Imagine que este homem pode virar presidente da República", salienta. Na propaganda, o pedetista também vai aderir à #EleNão, que tem sido usada para convocar atos no sábado (29) contra o candidato do PSL.
No Twitter, Marina também criticou a declaração. Segundo ela, Mourão “atacou a Constituição quando ‘jabuticabou’ a importância do 13º salário e férias”. A candidata ainda alertou aos eleitores sobre os vices dos candidatos. “Prestem muita atenção no vice. Já sabemos o que a escolha mal feita de 1 vice pode fazer ao país”, disse.
O presidenciável Fernando Haddad (PT) também reagiu.  "Quando você abre a porteira da maldade, você não sabe onde o processo vai dar", disse Haddad em Porto Alegre. "O Temer começou com a reforma trabalhista. Hoje o vice [de Bolsonaro] disse que talvez não seja uma boa ideia pagar o 13º salário. Vai perguntar para ele [Mourão] se ele abre mão do dele".Representantes das oito centrais sindicais brasileiras subscreveram uma nota em reação às declarações. Os sindicalistas classificaram como "descabida, ofensiva e lamentável" a fala do general. Segundo eles, as declarações revelam "o que está por trás de Bolsonaro: uma candidatura antissocial que deve ser repudiada por toda a classe trabalhadora brasileira".

Recuo
À reportagem o vice de Jair Bolsonaro (PSL) disse que se referia, na verdade, a problemas de gerenciamento que levam empresários e até governos a atrasarem ou não pagarem o benefício, previsto na Constituição Federal.
A declaração de Mourão foi feita no Clube dos Diretores Logistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na quarta-feira (26).
Inicialmente, ele disse à reportagem que sua fala havia sido mal interpretada pelos jornalistas. Depois, lembrado que sua palestra havia sido filmada, ele disse que o contexto era outro.
"Eu não posso mexer e nem posso falar nada até porque eu recebo, né?", justificou. "Observe o seguinte, eu estava tocando [assunto] no Custo Brasil. Qualquer gerente e qualquer empresário, e os próprios governos têm que poupar ao longo do ano para que possam pagar o 13º, é uma questão de eficiência gerencial."
Logo depois de as declarações de Mourão sobre o benefício terem sido divulgadas, Bolsonaro se apressou em explicar que é favorável ao 13° salário e fez críticas indiretas a seu vice.
"O 13° salário do trabalhador está previsto no art. 7° da Constituição em capítulo das cláusulas pétreas (não passível de ser suprimido sequer por proposta de emenda à Constituição). Criticá-lo, além de uma ofensa à quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição", escreveu Bolsonaro em sua conta do Twitter.
Questionado sobre a crítica do presidenciável, Mourão disse não ter se sentido atacado. "Não, não me sinto atacado. Até porque não estou atacando o 13º, coloquei ele como algo que tem que ser planejado, tanto para o empregador privado quanto para o Estado."

Agência Estado
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