Representantes de presidenciáveis debatem no Roda Viva propostas para educação

Os coordenadores da área de Educação dos candidatos à Presidência da República defenderam as propostas dos presidenciáveis nesta segunda-feira (24) no programa de entrevistas Roda Viva, da TV Cultura.

Os convidados apresentaram as principais propostas relacionadas à evasão escolar, pagamento de mensalidade nas universidades públicas, Escola Sem Partido, qualificação profissional dos professores e melhorias na formação e motivação dos jovens para o magistério.

Participaram:

Ana Maria Diniz, do PSDB;
Ricardo Paes de Barros, da Rede;
Maurício Holanda, do PDT;
Carlos Abicalil, do PT.

Foram convidados os representantes das campanhas dos partidos mais bem situados nas pesquisas eleitorais. O PSL, partido do candidato Jair Bolsonaro, novamente não indicou 1 nome para representá-lo. Paulo Guedes, “guru” econômico do candidato, não participou de debate na semana passada.

O apresentador, jornalista Ricardo Lessa, lamentou o ocorrido. “Apesar dos convites insistentes, o PSL optou por não enviar representantes. Assim, os eleitores não ficarão sabendo o que o candidato propõe para melhorar a educação no país”, disse.

Uma das participantes, Ana Maria Diniz, que representou o candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou Bolsonaro. “Lamento profundamente que o candidato Jair Bolsonaro não tenha mandado alguém. Isso quer dizer que talvez ele não tenha propostas para educação ou então que ele não esteja tão interessado no tema”.

Eis o que defenderam os representantes do programa:

PSDB: Ana Maria Diniz afirmou que o foco do partido está na 1ª infância e que Geraldo Alckmin tem um plano que ligaria diretamente este assunto à Presidência da República, promovendo atendimento completo. Destacou creche para crianças, além de atendimento na formação dos profissionais da 1ª infância. “Alfabetização é muito importante. 50% das crianças não sabem escrever até a idade certa, que seria até os 8 anos. Precisamos ter ensino médio mais atrativo, que funcione e o jovem tenha vontade de ficar na escola”, disse. A representante ainda reforçou que o ensino médio integral é uma proposta que já está funcionando em diversos Estados, como em São Paulo. “Teremos um foco muito grande nos professores, na formação dos professores, no redesenho do currículo dos profissionais para que saibam dar aula”;

Rede: Ricardo Paes de Barros, representante da Rede, partido da candidata à Presidência, Marina Silva, preferiu falar os motivos e como irão realizar as propostas, ao invés de apresentá-las. Ele destacou que o partido quer cumprir “tudo o que está no plano de educação, o quanto antes”. O economista afirmou que a educação não é um setor, mas na verdade é ‘parte de algo que estamos querendo construir’. Pretendem garantir que cada brasileiro tenha direito de sonhar e possa realizar seus sonhos. “Educação não é suficiente, mas é necessária. Se a sociedade e economia ajudarem, o brasileiro pode utilizar disso. O Brasil tem gente que sabe educar melhor que qualquer lugar do mundo. O ponto fundamental pra fazer tudo isso é que precisamos de professores, dar aos professores condições para serem professores”, disse;

PDT: por sua vez, Maurício Holanda, representante do candidato a presidente, Ciro Gomes, afirmou que a educação infantil, creche e pré-escola, além de acesso universal para crianças de 4 a 5 anos, serão prioridades do governo. Ele afirma que o partido pretende ampliar a oferta de creche para 50% da população, com creche integral para atender filhos de mães que são chefes de domicílios. Destacou, também, o ensino fundamental nível 1, em que crianças de 6 a 10 anos estão, garantindo a 1ª condição para aprender: ‘ler e escrever bem’, disse. Após, o ensino fundamental nível 2, para população de 11 a 14 anos. “É nessa idade que deixa de ser criança para ser adolescente, ser jovem, é nessa idade que a gente chega junto dos meninos para que estejam bem encaminhados. Ensino médio precisa seguir a trilha da oferta de oportunidades, ensino médio com possibilidade de entrar na faculdade”, afirmou;

PT: mestre em Políticas Públicas e representante de Fernando Haddad, Carlos Abicalil destacou a importância de uma proposta de afirmar a educação de condição humana, universal e sem segregação. Disse que o partido pretende reformar o pacto educativo e federativo. “União federal que tem capacidade de dirigir essas políticas e tem responsabilidade institucional de apoiar Estados e municípios. Ampla participação democrática, educação é fundamental e estratégica para desenvolvimento com inclusão”, disse.

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