"Sou vítima daquilo que combato", afirma Bolsonaro em entrevista no hospital; veja vídeo

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) concedeu entrevista exclusiva para Augusto Nunes, do programa "Pingos nos Is", da rádio Jovem Pan FM. A entrevista foi transmitida no início da noite desta segunda-feira, 24, em transmissão de vídeo também nas redes sociais. Jair Bolsonaro esteve acompanhado do filho e também candidato Flávio Bolsonaro e conversou com o repórter no Hospital Albert Einstein, onde ainda segue internado.



O candidato do PSL comentou o momento do ataque quando, em ação de campanha, foi esfaqueado por Adélio Bispo, suspeito que foi detido e confessou o crime. Segundo Bolsonaro, no início ele não percebeu a gravidade do ferimento, achando que tinha sido atingido por uma pedra ou por um soco. "Vi apenas o vulto e senti a dor. Quando eu caí, eu falava pro segurança: 'Foi uma porrada no estômago'. Porque eu vi o corte, mas não havia sangue. Com o passar do tempo, a dor continuava", relatou ele.
Bolsonaro definiu que aconteceram "vários milagres" que salvaram a sua vida. Ele narra os momentos depois do ferimento, quando o levaram para o hospital e ele ainda não tinha conhecimento do que tinha acontecido. Segundo ele, dois litros de sangue foram perdidos, além das três perfurações no intestino delgado e a lesão grave no intestino grosso. "Eu não perdi os sentidos até chegar no hospital, mas a dor era insuportável", conta.
Quando perguntado qual tinha sido o seu primeiro pensamento, Bolsonaro disse que foi sua filha, de 7 anos. "Também pensei bastante na minha família, esposa e filhos".
O deputado disse que achava que um ataque desse tipo poderia acontecer, dado o crescimento de sua projeção. Segundo ele, a alta de sua popularidade não era condizente com a segurança que ele precisava, tendo em vista que a equipe política que o acompanha era menor do que a equipe policial que deve, por lei, garantir sua segurança. 
Sobre o autor do atentado, Bolsonaro acredita que Adélio não teria agido sozinho. "Ele não é tão inteligente assim. Acredito que teria gente ao lado dele". Para o candidato, é possível que se descubra quem apoiou o ataque, o que ele acredita que está mais próximo de ser revelado pela polícia de Juiz de Fora, local onde ocorreu o ataque, do que as investigações da Polícia Federal. 
Bolsonaro negou que tenha sido vítima da violência que prega, como foi apontado. "Eu sou vítima daquilo que combato. Costumo dizer nas minhas máximas que prefiro a cadeia cheia de vagabundo do que o cemitério cheio de inocentes", disse ele, em crítica à progressão de pena e afirmando que o sistema penal deve ser mais incisivo. "O ser humano só respeita o que teme".
Flávio Bolsonaro, filho do deputado, estava presente durante a entrevista e falou do momento em que descobriu que o pai tinha sido ferido. "Em momento algum eu achei que ele ia morrer. Quando eu vi a gravidade do que tinha acontecido, quando os médicos me contaram foi que eu tive noção do que aconteceu". Segundo Flávio, quando o pai acordou e percebeu o que tinha acontecido, teria dito: "'Se deram mal. Tô vivo.' Num momento daqueles ele não pensou nele, mas no todo, pensou no Brasil", conta.
Rebatendo críticas que recebeu, Bolsonaro afirmou que nunca pregou o ódio e não se define como um risco à democracia. "Da minha parte, eu nunca preguei o ódio. Dizem que o Bolsonaro agride gays, mulheres e negros. Me aponte um áudio meu agredindo quem quer que seja. Esses caras que falam que eu sou um risco à democracia sabem que eu sou um risco aos esquemas deles", disse ele. 
Falando sobre as eleições, Bolsonaro afirmou que pode não ser o ideal, mas tendo em vista os outros candidatos, "não há outro remédio". Segundo ele, seu plano também pretende unir o Brasil, independente de gênero, raça ou religião.
Por conta do ferimento, o candidato também informou que não poderia voltar às ruas para campanha. Ele pretende fazer transmissões ao vivo nas redes sociais a partir do dia primeiro de outubro.
Finalizando a entrevista, Jair Bolsonaro agradeceu as orações que foram feitas para ele e pediu que o eleitor analise os candidatos e não se abstenha. Pediu também que não votem em ninguém do centrão e do PT, para que tenha realmente mudanças no País, já que, assim como ele, muitos brasileiros estão insatisfeitos com a política.

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