2º turno foi marcado mais 'pelo medo do que pelas propostas', avalia Cid Gomes

A campanha presidencial no segundo turno foi marcada mais pela rejeição do que pelo debate de propostas e ideias entre os candidatos, conforme avaliação do ex-governador do Ceará e senador eleito, Cid Gomes. Ele votou na tarde deste domingo (28) em uma escola privada em Sobral.
"Foi uma campanha que primou muito mais pela negação, pela contestação, pelo medo do que pelas propostas e pela tranquilização de como será o nosso futuro. O Brasil passa por um momento muito delicado e nós perdemos uma oportunidade de debater, mas fica o aprendizado pra democracia, essa eleição vai ser marcante para o Brasil", afirmou, ao votar.
Cid Gomes teve 3.228.533 votos, o que corresponde a 41,62% dos votos válidos, sendo o senador com maior porcentagem no país.
Neste domingo (28), ao votar, ele defendeu o posicionamento do irmão, candidato à presidência com terceira maior votação no primeiro turno, que se manteve neutro e não declarou voto em Haddad, como havia sido pressionado por correligionários e aliados políticos.
Para Cid Gomes, líderes do PT devem "pedir desculpas" por erros no passado. "Em vez de [o PT] pedir desculpas, começaram a me agredir. O Ciro fez uma manifestação, mas disse que não declararia votos, porque para dar um apoio teria que fazer algumas críticas e ele não queria atrapalhar, como ele disse", declarou Cid.
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