Bolsonaro afirma que não precisa de impulsionamento no WhatsApp para vencer Haddad

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro disse que não precisa de ajuda de empresas para divulgar nas redes sociais notícias contra o PT, partido de seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad. Bolsonaro falou sobre o assunto em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais na noite dessa quinta-feira, 18.

Reportagem do Jornal Folha de São Paulo mostrou que empresas compraram pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp. O capitão reformado diz que não pediu ajuda a empresários e que o PT que fomenta notícias falsas contra sua candidatura. “A Folha, sempre a Folha. É um jornal que realmente cada vez se afunda mais na lama”, disse Bolsonaro, “e obviamente me acusa de estar fomentando isso junto a empresários. Nós não temos necessidade disso”.

O candidato disse ter lido que o concorrente Fernando Haddad (PT) o acusou de ter almoçado com empresários e ter pedido para que o apoiassem por meio do impulsionamento de mensagens. Bolsonaro negou. “Desde seis de setembro eu estou fora de combate. Fiquei 23 dias no hospital. Não fiz jantar nem almoço com ninguém. Dei apenas cinco saídas no período: fui no Bope, na PF, visitei o Dom Orani Tempesta e fui no banco. Coincidentemente, fui no caixa dois ali”, afirmou, fazendo trocadilhos com a acusação de que a compra desses pacotes de mensagens por empresários configuraria prática de caixa dois.

Para ele, a reportagem “não tem prova de nada” e mostraria a “Folha jogando no time de Haddad”. “Não precisamos de fake news para combater Haddad. Afinal, todos lembram dos anos do PT”, disse. Ele ainda listou fake news que estariam sendo divulgadas para prejudicá-lo. Segundo ele, petistas estariam dizendo que ele: acabaria com o ministério da Educação; liberaria a caça; implementaria o ensino à distância de modo generalizado; colocaria Alexandre Frota (PSL) como ministro da Cultura; e proibiria videogames no Brasil. Ele negou que tenha qualquer um desses planos.

Sobre a decisão de não participar de debates, ele disse que além de ter ouvido de seus médicos que está sendo liberado com restrições e que não deveria se desgastar, também foi recomendado a ele não se expor muito a riscos de sofrer ataques. “Se eu desistir ou vir a morrer, segundo a nossa Constituição… Se eu morrer, o que vai acontecer? O terceiro classificado vai concorrer. Teríamos um segundo turno entre Haddad e Ciro [Gomes (PDT)], que é o que muitos querem. Hoje eu fui recomendado a não ir para São Paulo porque poderia sofrer um atentado.”

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