Bolsonaro decide fundir Fazenda com Planejamento e Agricultura com Ambiente

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), decidiu manter a fusão de ministérios proposta durante o período eleitoral. Nas últimas semanas de campanha, o então candidato sinalizou que poderia recuar da promessa, em aceno a setores insatisfeitos com a junção das pastas.
O governo terá, portanto, um ministério da Economia, reunindo as atuais Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio, e outro com Agricultura e Meio Ambiente. 
A decisão foi anunciada após reunião de Bolsonaro com integrantes da sua equipe, como o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o economista Paulo Guedes e o advogado Gustavo Bebianno. O encontro ocorreu entre a manhã e a tarde desta segunda-feira (30), na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. Marinho foi eleito 1º suplente do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos de Bolsonaro.

A configuração, com as mudanças, ficaria assim:
  • Três ministérios se fundem: Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio -> tornam-se um único ministério, da Economia;
  • Outros dois ministérios se fundem: Agricultura e Meio Ambiente -> um só ministério, ainda sem nome definido.
O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão (PRTB), também participou do encontro e, ao sair, listou seis ministérios que, segundo ele, já estão absolutamente garantidos: Economia, Casa Civil, Defesa, Relações Exteriores, Saúde e Trabalho.
Até o momento, foram confirmados os nomes do general Augusto Heleno (PRP), para a Defesa, de Paulo Guedes, para o ministério da Economia, e do próprio Lorenzoni para a Casa Civil. Um quarto ministro praticamente certo é o astronauta Marcos Pontes para a Ciência e Tecnologia.
O general Mourão disse que não deve acumular a vice-Presidência com nenhuma pasta. "Isso é decidido já. Decisão minha. Ele me perguntou se eu queria, e eu disse que não era o caso", declarou ao UOL. "Porque eu acho que é preferível que eu fique numa posição mais independente, para assessor dele, e, na hora que ele precisar de um coringa para alguma coisa, ele tem à disposição."

Número de pastas ainda indefinido
Segundo Lorenzoni, o novo governo terá "15 ou 16" pastas. "Deveremos ter entre 15 e 16 ministérios. Há um processo de definição por parte do presidente em uma área muito importante. Esta definição ocorrerá na quinta ou na sexta-feira para permitir que, na segunda, a gente já tenha o desenho dos ministérios com capacidade de ser divulgado."
"Hoje foram decididos aí já alguns nomes. Houve um significativo avanço, em torno de 80% dos ministérios já estão definidos. Apenas por uma questão estratégica nossa, vamos passar os nomes um pouquinho mais para frente", declarou Bebianno, que presidia o PSL até segunda (29).
Mourão disse que a definição dos ministérios "está em cima da mesa para o presidente decidir", mas citou uma previsão um pouco diferente: "16 ou 17" pastas. O plano inicial de ter 15 pastas "ficou difícil", segundo Mourão. "O presidente já tem uma lista de nomes [de possíveis ministros] que ele está nesse momento fazendo a definição final. Acredito que nos próximos dias ele deva liberar mais alguns nomes."

UOL
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