Ciro volta a criticar atuação do PT na campanha eleitoral

Terceiro colocado na eleição presidencial, Ciro Gomes criticou, em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura. Ciro disse ainda que considerou um “insulto” o convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar de Fernando Haddad (PT). "Fomos miseravelmente traídos" pelo ex-presidente Lula e seus "asseclas", declarou, ao acrescentar: "não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição". 

O político rechaçou ainda qualquer possibilidade de que tenha traído o PT por não ter apoiado Haddad no segundo turno. "A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto", argumentou. 

O pedetista também comentou a declaração de que ele mesmo havia dado ainda no primeiro turno, de que deixaria a política se Jair Bolsonaro fosse eleito. Ciro confessa ter dito isso "comovidamente" e que, diante do apelo de gente querida "e depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O país ficou órfão". 

"O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Procurei entender o que aconteceu", analisa.  

De acordo com Ciro, quando o irmão, Cid, participou de um ato de campanha do Haddad foi cobrar uma autocrítica dos petistas. "O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?" 

Sobre uma aglutinação das forças de esquerda para contrapor com o presidente eleito, Ciro descarta a sua participação. "Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano".

Diário do Nordeste
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