Com prisão decretada, presidente do PROS é procurado pela PF

A Polícia Federal (PF) está tentando prender, desde o início da manhã desta quinta-feira, o presidente do PROS, Eurípedes Júnior , um dos alvos centrais da Operação Partialis , investigação sobre desvio de dinheiro da prefeitura de Marabá (PA). A ordem de prisão foi expedida pela 2ª Vara da Justiça Federal do Pará. Pelas informações da polícia, Júnior faria parte do grupo do ex-prefeito de Marabá suspeito de facilitar pagamentos da prefeitura em troca de propina. Só um um dos casos, os investigadores descobriram indícios de um suborno de R$ 100 mil. 

"Em verbas federais, municipais e estaduais, os assessores diretos do ex-gestor municipal, sob comando desse, sacaram em espécie, na boca do caixa das empresas que tinham contratos com a prefeitura de Marabá/PA, mais de R$1,5 milhão", diz a polícia em nota sobre o caso. A polícia informa ainda que encontrou depósitos no valor total de R$1 milhão "na conta da esposa de um assessor imediato do ex-gestor municipal". O dinheiro teria sido, logo depois, transferidos, diretamente "para as contas do ex-gestor municipal".

Eurípedes foi acusado na delação da Odebrecht de ter recebido R$ 7 milhões para o PROS, por meio de caixa dois, em troca do apoio a Dilma Rousseff. O PROS negou e afirmou que todas as doações "foram devidamente declaradas para a Justiça Eleitoral".

O Globo
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