Padre Reginaldo Manzotti: As muralhas caíram no XI Evangelizar É Preciso Fortaleza

Filhos e filhas,
Agradeço a todos que rezaram pelo XI Evangelizar É Preciso Fortaleza. Certamente ouviremos muitos testemunhos de muralhas que foram derrubadas naquele sábado, no Aterro da Praia de Iracema, para a glória do nome do Senhor.
Foram muitos os momentos que ficaram em minha mente e em meu coração do XI Evangelizar É Preciso Fortaleza, mas recebi comentários sobre o pedido da menina Esther que foi até o evento pedir a graça da cura. Ela sofre com uma doença rara que faz com que o estômago se degenere.
Muitos foram os questionamentos sobre o porquê uma criança sofrer com uma doença dessa. E isso nos faz refletir sobre o sofrimento. A medicina e a ciência se empenham em minimizar nossas dores; elas até conseguem minimizar, mas tirá-las totalmente, jamais. Devemos aprender que a dor é pedagógica, ela nos ensina.
Todos querem seguir ao Senhor Glorioso, mas poucos são aqueles que querem seguir ao Senhor Crucificado. Diante de uma dor, nossa primeira reação é a de negar este sofrimento. Logo em seguida, o segundo passo, é o do “por quê”. Porém, não podemos parar aí, os nossos “por quês” devem nos levar ao “para que”.
É preciso aceitar a dor, mas não de uma forma passiva. Jesus assumiu a nossa condição humana em tudo, exceto no pecado. E em Cristo, conseguimos redimensionar esta experiência dolorosa do sofrimento na própria vida, já que o sofrimento nos amadurece. Diante dele somos trabalhados por Deus para nos abrirmos ao próximo.
Queridos filhos e filhas, precisamos ser mais humanos! Jesus era tão humano, tão humano, que não media esforços para ajudar as pessoas. Quantos casamentos não teriam terminado, quantos relacionamentos entre pais e filhos não estariam em crise, se estivéssemos mais atentos às fragilidades dos outros. Isto é adquirido por meio da contemplação de Cristo na Cruz. A liberdade mal-usada provoca dor, sofrimento.
Existem muitas coisas em nossas vidas que ficarão sem respostas. Morreremos sem saber e entender os tais “por quês”! Por isso, o importante é o “para que” deste sofrimento. Jesus passou pelo Calvário e podemos nos perguntar: “Para que Jesus morreu na Cruz?” Ele morreu para revelar esta verdade: o Pai nos ama! Jesus agiu por amor, Ele morreu por todos, e não apenas por alguns. Na Cruz, o Inimigo é desmascarado. Jesus se entregou na Cruz por todos.
Porém, não adianta apenas dizer que “Jesus cura tudo”. Com certeza Ele pode curar tudo. Eu mesmo, já testemunhei o Senhor realizando muitos milagres. No entanto, a cura de Jesus é bem mais ampla. Ele nem sempre irá curar aquilo que eu quero, mas sim o que é necessário em minha vida.
Mas, a partir do momento em que uma pessoa se fecha numa redoma, no seu próprio sofrimento, ela vai se destruindo. Ao contrário, quando decide abrir-se ao outro, ao serviço e à entrega por amor, ela vai sendo restaurada.
Quando perdemos uma pessoa amada, choramos e isso é permitido, é válido por um tempo. O tempo do luto. Só que depois é preciso continuar a viver. Assim conseguiremos redimensionar esta dor. E a melhor forma de redimensioná-la é entregando-se por amor aos irmãos.
A dor santifica. A cruz liberta.
Deus abençoe a todos.

Padre Reginaldo Manzotti
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