A palavra de fé do Padre Reginaldo Manzotti

Filhos e filhas, 
Recordo-me de quando era seminarista, adorava quando chegava o 33º Domingo do Tempo Comum (esse ano, foi o domingo que passou, dia 18/11), significava que as férias estavam próximas e teríamos o descanso merecido depois de um ano letivo. 
Assim como o ano letivo está acabando, o ano litúrgico também. No próximo domingo, celebraremos Cristo Rei e no primeiro domingo de dezembro, começamos o Advento e um novo ano litúrgico.
Assim é definido para melhor aproveitamento da vivência cristã, primeiro o mistério da Encarnação (Natal) e depois da Ressurreição (Páscoa).
A festa de Cristo Rei, como o próprio nome diz, celebramos Jesus Cristo como Rei e Senhor de todo o Universo. Hoje, vivemos a democracia. Os reis que ainda restam não têm muita força política, são mais figurativos. Mas lembremos de que já houve época em que um rei era o soberano e tinha nas mãos o direito sobre a vida de seus súditos, como, por exemplo, o império romano, os césares dominaram o mundo, tão grande era o poder de um imperador.
Esta festa é para colocar Jesus acima de todos os imperadores, que já existiram, mostrar e exaltar Jesus Cristo, como maior que qualquer autoridade. Portanto, para nós, o Reino de Deus deve ser maior que todos os valores que podem nos fazer perder o horizonte da eternidade. Perdemos esse referencial se não colocamos Jesus no topo de nossa vida como o soberano, como o Senhor a quem servimos.
Se não for assim, justifica-se a corrupção e a injustiça. Se Jesus não fosse Aquele que está acima de todo bem temporal, de toda força política e toda força do mal, seria legitimada a pobreza desnivelada, a mentira, a morte, o fingimento e tudo o que há de errado. Então, para que lutar pelo bem? Seríamos estúpidos em levar uma vida de sofrimento e resignação se Ele não fosse o Senhor.
De fato, Jesus é o Rei do Universo e, mesmo antes de tudo ser criado Ele já existia, e quando tudo terminar, Ele ainda existirá. Ele é o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Começo e o Fim (cf. Ap 22,13). Mas é um rei diferente. Rei é uma palavra que significa poder, influência, domínio e esse título é dado a Jesus. Mas o que tem a ver um título desses com Ele?
Lançar um olhar sobre a imagem de Cristo padecente na cruz, pobre, obediente, resignado e sobre a imagem de Cristo Rei é contrastante. Tiraram a coroa de espinhos e colocaram uma coroa do mundo. Tiraram o cajado de pastor e colocaram um cetro de poder.
Engano da Igreja? Não. Jesus é o Rei do Universo. Sua autoridade não se origina de um poder que oprime, mas do amor e do serviço. Cristo é Rei na Cruz, é Rei glorificado. Ele conquistou a realeza pelo humilde serviço, assumindo nossa humanidade e se entregando na cruz para nos remir da maldição do pecado, como nos ensina São Paulo: “Sendo Ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor” (Fl 2,6-11).
Não somos mais um povo errante. O mundo não está perdido, não estamos à deriva. Nós temos que afirmar que somos o povo de Deus e temos um rei, um soberano: Jesus Cristo. Ele tem o mundo em suas mãos. Ele tem a história e nossas vidas em suas mãos.
Que saibamos aproveitar a realeza de Jesus em nossas vidas e vivamos em um reino de paz, justiça e amor.

Deus abençoe a todos.

Padre Reginaldo Manzotti
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