Bolsonaro anuncia Luiz Henrique Mandetta como o novo Ministro da Saúde

Como sinalizou na semana passada, o presidente eleito Jair Bolsonaro vai anunciar o deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como ministro da Saúde, informou o jornal "O Estado de São Paulo", nesta terça (20).
Será o terceiro integrante do DEM na Esplanada dos Ministérios. O Democratas já ocupará Casa Civil e Agricultura. Mandetta, de 53 anos,  é ortopedista pediátrico, não se candidatou e ficará sem mandato em 2019.
Com a definição do nome de Mandetta, o futuro governo já possui dez ministros definidos. Inicialmente, Bolsonaro falava em ter 15 ministros, mas a expectativa foi alterada, e o número pode alcançar 18 Pastas. 
O nome de Mandetta foi defendido por grupos próximos a Bolsonaro, como o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e o governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM-GO). Ele participou na manhã desta terça-feira (20) de reunião em Brasília com Bolsonaro e deputados da bancada da saúde e com representantes da Associação das Santas Casas.
Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed.
Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010, saindo para candidatar-se a deputado federal, cargo que ocupa desde então. Mandetta, no entanto, não se candidatou às eleições neste ano.
Durante a campanha, Mandetta deu dicas para Bolsonaro. É dele, por exemplo, a ideia de investir em projetos para melhorar a saúde bucal de gestantes. O nome de Mandetta, porém, divide membros de entidades médicas.
Parte do grupo considera que ele deu força em projetos de lei do programa Mais Médicos, alvo de críticas dessas associações. Outros, no entanto, dizem ver nele um aliado para demandas da categoria, como na defesa de uma carreira de estado aos profissionais.

Desafios
Mandetta terá muitos desafios a enfrentar na gestão da Saúde no Brasil. Área apontada em pesquisas como uma das principais preocupações da população, a Saúde vive um paradoxo. Em 30 anos, o SUS (Sistema Único de Saúde) consolidou-se como o maior sistema de saúde gratuito do mundo, atendendo a quase 75% da população do País.
A oferta de serviços, porém, é desafiada por um quadro crônico de subfinanciamento, que pode piorar nos próximos anos. Ao mesmo tempo, diante de uma projeção de aumento nos gastos, o sistema desperdiça recursos por conta da ineficiência.
E quem sofre é a população com filas, dificuldade de acesso a especialistas, longo tempo de espera por cirurgias eletivas e emergências superlotadas.
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