Bolsonaro mantém ministro de Temer na CGU

O presidente eleito, Jair Bolsonaro , informou, por sua conta no Twiiter, que vai manter no cargo o atual ministro da Transparência e Controladoria Geral da União, Wagner Rosário.  Bolsonaro chegou a Brasília e seu primeiro compromisso, ainda na Base Aérea, foi reunião com Rosário.
Na gestão de Temer a pasta ganhou o nome de Ministério da Transparência e CGU. Pelo comunicado, Bolsonaro indica que o órgão poderá voltar a ter o nome usado nas gestões petistas, apenas CGU.
No meio da tarde o presidente eleito fará outras duas visitas relativas ao tema. Ele será recebido pelo presidente do TCU, Raimundo Carteiro, e depois visita a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Durante a pré-campanha Bolsonaro fez críticas a Dodge após ela o denunciar por racismo, caso que foi recusado pelo Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro já declarou que pode não respeitar a lista tríplice para a escolha do novo PGR, que assumirá em setembro de 2019.
O histórico profissional pode ter facilitado a manutenção de Rosário no comando da CGU. Como o presidente eleito, o chefe da Controladoria foi capitão do Exército. Atuou como militar de 1992 a 2009, quando passou no concurso público para auditor e deixou as Forças Armadas para se tornar servidor público civil. Também como Bolsonaro, Rosário é formado em educação física. Depois que deixou a caserna, o ministro especializou-se em estudos de combate à corrupção e tem mestrado nessa área na Espanha.
Em 2009, Rosario se tornou auditor federal de Finanças e Controle. Em 2015, abraçou de vez a carreira e ingressou em um mestrado em Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Lá, publicou a tese “O papel do controle interno na luta contra a corrupção, com ênfase na investigação conjunta desenvolvida no Brasil e na Espanha”, em 2016. Pouco tempo depois de retornar ao Brasil da temporada de dois anos na Espanha, tornou-se secretário-executivo do ministério.
Wagner Rosário é apontado por colegas como um perfil técnico. Ocupou por seis anos um cargo na Coordenação de Operações Especiais da CGU, que participa de ações em conjunto com outros órgãos, como Polícia Federal e Ministério Público Federal, em casos graves de dano ao erário com evidências de corrupção. Por esse motivo, mantém bom trânsito entre as instituições, incluindo a Advocacia-Geral da União.

O Globo

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