Tragédia da Chapecoense completa dois anos, e sobreviventes tentam voltar à vida normal

Há dois anos uma tragédia abalou o futebol mundial. Na madrugada de 29 de novembro de 2016, o avião da empresa Lamia, que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia caiu, matando 71 pessoas e deixando seis sobreviventes. O time catarinense se dirigia ao país vizinho para a disputa da primeira partida da final da Copa Sul-Americana. Ele decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino a Medellin, na Colômbia, e acabou caindo pouco antes de pousar no Aeroporto José María Córdova.
Segundo a investigação das autoridades, a queda foi motivada por falta de combustível. Funcionários aeroportuários e de aviação civil e da Lamia foram apontados como culpados por graves falhas técnicas.
Aos poucos, os seis sobreviventes da tragédia tentam retomar suas vidas e deixar para trás tudo que aconteceu. São os casos de Alan Ruschel, Jakson Follmann, Neto, Rafael Henzel, Erwin Tumiri e Ximena Suarez. 
Alan conseguiu voltar aos gramados desde o ano passado e tem atuado normalmente pela Chapecoense. Após a tragédia, casou com a namorada Marina e espera pelo nascimento do filho Luca. Embora ainda tenha dificuldades para fazer alguns movimentos, garante estar em totais condições para jogar. 
Follmann, que perdeu a perna direita no acidente, casou-se com Andressa, sua namorada, e atualmente é embaixador do clube, faz curso para se tornar dirigente e é dono de um clínica que vende próteses para amputados em Chapecó.
Quanto ao zagueiro Neto, ele tem voltado lentamente aos treinamentos, após duas cirurgias nos joelhos e a expectativa é que ele retorne aos gramados no ano que vem. O jornalista Rafael Henzel continua trabalhando na Rádio Oeste Capital FM, em Chapecó. 
A comissária de bordo Ximena Suarez já disse algumas vezes que sonha voltar a voar, mas que ainda não teve condições psicológicas de entrar em um avião desde a tragédia. Entretanto, trabalha em um aeroporto. E o técnico de voo, Erwim Tumiri é o sobrevivente que mais evita a imprensa. Atualmente, ele é piloto particular na Bolívia e está estudando para ser piloto de voo comercial. 
A Chapecoense irá realizar nesta quinta-feira, às 21 horas, um culto ecumênico no Átrio Daví Barela Dávi, em Chapecó, para relembrar as 71 vítimas. Ainda está previsto uma apresentação do coral da cidade e a presença do 14º Regimento de Cavalaria Mecanizado de São Miguel do Oeste. Além do culto, entre 9h e 21h o túnel "Pra Sempre Chape" ficará aberto para visitação do público.

Estadão Conteúdo
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