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Efeito Eunício, gastança na AL e conflito com colegas levam Zezinho Albuquerque ao nocaute

Os bastidores políticos entraram em ebulição nas últimas 72 horas que antecedem à chegada do ano de 2019 com as mudanças de rumo na corrida pela Presidência da Assembleia Legislativa. O Governador Camilo Santana (PT) ganhou a queda de braço e impôs uma derrota ao presidente Zezinho Albuquerque (PDT), que sonhava com um novo mandato no comando da Mesa Diretora do Legislativo Estadual.
Sem a Presidência da Assembleia, Zezinho receberá, como contrapartida, a Secretaria de Cidades, que mantém o controle do Detran – uma máquina com eficiente poder de arrecadação e força política no Interior do Estado.  Zezinho recebe a Secretaria de Cidades, mas continuará descontente por ter tido a sua candidatura à reeleição moída por uma série de fatores – efeito Eunício Oliveira, descumprimento de acordo com colegas parlamentares e gastança na Assembleia Legislativa.
Eunício, que recebeu o apoio do Governador Camilo Santana à reeleição, viu parte dos seus votos desaparecer na última semana da campanha nos colégios eleitorais dominados pelo Presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque. Os aliados de Zezinho foram orientados a abandonar o palanque de Eunício, o que aconteceu, também, com o grupo do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT).
O governador Camilo Santana não gostou do gesto de Roberto Cláudio, nem de Zezinho Albuquerque. Gesto determinante para a derrota de Eunício Oliveira. Zezinho sabe disso e, indo naquela de que ‘o bom cabrito não berra’, para não ficar como mais um deputado estadual entre 46, optou por aceitar o convite para a Secretaria de Cidades. O semblante de descontentamento é visível. 
Há, entre tantas razões para Zezinho Albuquerque ser rifado na corrida pela Presidência da Assembleia Legislativa, outros dois fatores mais aparentes: o governador Camilo Santana, ao anunciar, logo após ser reeleito, uma reforma administrativa, com redução de gastos, fez um apelo para a Mesa Diretora do Legislativo adotar, também, a linha de austeridade. 
Albuquerque não quis papo com essa história e um exemplo da gastança é a construção de mais um anexo ao custo de R$ 11 milhões – o prédio é considerado desnecessário e está sendo erguido na Avenida Pontes Vieira, bem perto da sede do Poder Legislativo, no Bairro Dionísio Torres. 
Ao longo dos três mandatos como presidente do Legislativo, Zezinho conquistou vitórias, mas, como qualquer líder político, cativou ressentimento e insatisfação. O descumprimento de acordos e palavras deixou alguns colegas irritados. Os desafetos esperaram a hora da vingança e contribuíram, nos bastidores políticos, para nocauteá-lo.
A saída de Zezinho Albuquerque para o Secretariado de Camilo Santana abre uma vaga na bancada e o suplente Lucílvio Girão será convocado logo no início da legislatura. Agora, nos corredores do Legislativo Estadual, mais uma certeza: não passa de balela essa história de que, ao convidar Albuquerque para a Secretaria das Cidades, Camilo afaga os pedetistas a conter a insatisfação e a chiadeira. Puro engano! O barulho, porém, é no andar de cima!

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