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Após cassação de prefeita, Cascavel terá eleições em março

No próximo dia 17 de março, os cidadãos de Cascavel, a 69 km de Fortaleza, irão às urnas decidir quem será o novo prefeito. Por enquanto, o Executivo da cidade está sendo liderado interinamente por Sebastião Uchoa (PDT), presidente da Câmara dos Vereadores. De acordo com moradores da região, antes de entrar na política o parlamentar trabalhou como motorista da ex-prefeita Ivonete Pereira (PDT).
Ela e o vice, Waltemar Matias (PDT), tiveram a chapa eleitoral cassada. No último dia 28 de janeiro, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) negou recurso apresentado pela defesa de Ivonete e manteve a decisão da primeira instância.
A condenação que pesa contra ela e o companheiro de legenda por abuso do poder político envolve o período pré-eleitoral. Eles foram considerados culpados após suspeita de terem contratado número excessivo de servidores temporários e comissionados, além de estagiários admitidos por meios fraudulentos no ano eleitoral.
Também recai contra a chapa suposto repasse irregular de recursos públicos à Associação dos Universitários de Cascavel, favorecendo grupo de jovens que apoiavam o partido dela.
As denúncias ainda incluem liberação em quantidade desproporcional de benefícios previdenciários em 2016, ano da eleição. Por fim, Ivonete e Waltemar teriam usado ônibus escolares municipais irregularmente na campanha para divulgação da candidatura.
Advogado da chapa "A verdadeira mudança", derrotada nas eleições daquele ano e responsável por apresentar a denúncia na Justiça Eleitoral, Pedro Teixeira Cavalcante Neto ressalta que a decisão do TRE-CE deixa Ivonete e Waltemar inelegíveis por oito anos.
Na segunda-feira, 4, a ex-prefeita se pronunciou por redes sociais e disse que irá recorrer da decisão. Na nota, a prefeita afirma ser inocente.

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